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Autoridades sauditas informaram EUA, Inglaterra e Emirados Árabes Unidos

Bombas provenientes do Iémen denunciadas por antigo membro da Al-Qaeda

01.11.2010 - 19:09 Por PÚBLICO

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Ibrahim Hassan al-Asiri, a quem é atrubuída a autoria dos engenhos Ibrahim Hassan al-Asiri, a quem é atrubuída a autoria dos engenhos (Reuters)
A pista-chave que levou a descobrir os dois pacotes com explosivos enviados do Iémen para os Estados Unidos por avião – e interceptados em Inglaterra e no Dubai na sexta-feira – foi dada por um antigo membro da Al-Qaeda.

Fontes do governo britânico garantiram à BBC e à agência Associated Press que o saudita Jabr al-Faifi relatou a existência das bombas às autoridades do seu país.

Jabr al-Faifi entregou-se às autoridades sauditas há duas semanas e, segundo escreve a BBC, forneceu informação em troca de lhe ser permitido ir para a Arábia Saudita, onde já tinha vivido em 2007, e de não ser identificado pelas informações que prestou.

Al-Faifi esteve preso em Guantánamo depois de ser detido no Afeganistão. Libertado há três anos, cumpriu um programa de reabilitação na Arábia Saudita e, depois, foi recrutado pela Al-Qaeda no Iémen.

O Governo saudita partilhou as informações recebidas por Al-Faifi com os Estados Unidos, Inglaterra e Emirados Árabes Unidos.

A suspeita da autoria dos engenhos não detectados no Iémen, um dos quais interceptado como estando operacional no aeroporto de Esat Midlands, em Inglaterra, recai sobre Ibrahim Hassan Al-Asiri, um dos líderes da Al-Qaeda na Península Arábica, disseram autoridades norte-americanas à BBC.

Oficiais iemenitas anunciaram, entretanto, que 14 membros da Al-Qaeda, entre os quais cinco dirigentes locais da organização, se tinham rendido em Abyan, província do sul do país onde actuam os rebeldes, precisou à AFP Ahmad al Maisari.

Para além de o Iémen ter anunciado medidas mais apertadas na verificação das cargas, também na Europa soou o alerta de segurança.

A Alemanha decidiu prolongar esta segunda-feira a proibição de entrada de voos vindos o Iémen, seguindo o exemplo da Inglaterra e da França, que estenderam também as restrições à entrada de aviões proveniente da Somália.

O Governo britânico decidiu rever a segurança do transporte aéreo. Hoje, a ministra do Interior, Theresa May, impôs como medida de prevenção imediata a proibição do transporte de tinteiros de impressora como bagagem de mão, já que o engenho encontrado no aeroporto britânico (e também no Dubai) era um tinteiro de impressora empacotado com um circuito electrónico.

Entretanto, o Canadá suspendeu a entrada no território de frota aérea com proveniência do Iémen, já depois de o Governo ter ordenado revista detalhada a toda a mercadoria vinda daquele país, diz a AFP.

Notícia actualizada às 20h30

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