O Paquistão rejeitou hoje as acusações do primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, que acusou as “agências oficiais” paquistanesas de terem “apoiado” os atentados terroristas contra Bombaim, em finais de Novembro. Islamabad acusa ainda Nova Deli de querer atiçar a tensão entre os dois países e de estar a embarcar numa “ofensiva de propaganda”.
“O governo paquistanês rejeita categoricamente as alegações mal intencionadas dirigidas contra o Paquistão pelo primeiro-ministro indiano, hoje, a partir de Nova Deli”, indicou em comunicado o ministério paquistanês dos Negócios Estrangeiros.
“Em vez de responder positivamente à oferta do Paquistão, de cooperação (...) a Índia escolheu embarcar numa ofensiva de propaganda”, acrescentou o ministério.
“Isto irá, não apenas, atiçar as tensões, mas também destruir qualquer possibilidade de um inquérito sério e objectivo acerca dos atentados de Bombaim”, indicou a diplomacia paquistanesa.
“O Paquistão é uma vítima do terrorismo (...) O Paquistão não é um Estado que patrocine o terrorismo”, frisou ainda Islamabad, acrescentando que “não irá permitir que o seu território sirva para acções terroristas locais ou no estrangeiro”.
O primeiro-ministro indiano indicou hoje, numa conferência de imprensa, que “há provas suficientes para mostrar que, tendo em conta a sofisticação e a precisão militar dos ataques de Bombaim, que eles receberam obrigatoriamente o apoio de certas agências oficiais no Paquistão”.
Os atentados terroristas contra a capital financeira indiana terminaram com 172 mortos - 27 dos quais estrangeiros -, 300 feridos e nove atacantes mortos. Um foi capturado. Quinze elementos das forças especiais indianas também perderam a vida nas operações de resgate aos locais tomados pelos terroristas.
Nova Deli, Washington e Londres imputam os ataques de Bombaim, entre os dias 26 e 29 de Novembro, ao Lashkar-e-Taiba (LeT), um grupo islamista armado paquistanês, clandestino.


