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Índia

Bombaim: operações antiterroristas terminaram e número total de mortos ascende a 195

29.11.2008 - 09:11 Por Agências

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Os últimos terroristas que ainda estavam barricados no hotel Taj Mahal, depois de três dias de resistência, foram hoje abatidos pela polícia Os últimos terroristas que ainda estavam barricados no hotel Taj Mahal, depois de três dias de resistência, foram hoje abatidos pela polícia (Desmond Boylan/Reuters)
Os comandos indianos conseguiram na última madrugada neutralizar os últimos terroristas que estavam entrincheirados há 60 horas no hotel de luxo Taj Mahal. A polícia indicou igualmente que o mais recente balanço de mortes em consequência dos ataques de quarta-feira contra a capital financeira indiana ascende a 195. Outras 295 pessoas ficaram feridas.

"O número total de mortos ascende, hoje de manhã, a 195, com 295 feridos”, declarou R. Jadhav, responsável pelo gabinete de gestão de catástrofes da cidade de Bombaim.

Entre as vítimas estão pelo menos 22 estrangeiros, de acordo com o mais recente balanço.

Os últimos terroristas que ainda estavam barricados no hotel Taj Mahal, depois de três dias de resistência, foram hoje abatidos pela polícia. Durante a madrugada ouviram-se disparos de forte intensidade dentro do hotel e pouco depois as autoridades indianas indicavam que três terroristas que ainda se batiam a partir do interior do edifício tinham sido abatidos, um dos quais foi visto a cair do primeiro andar do hotel.

Ontem registaram-se longas horas de tiros dentro do Taj Mahal, enquanto os outros focos dos atentados do autoproclamado Mujahedeen do Decão - que reivindicou os ataques de quarta-feira - estavam a ser neutralizados pelas autoridades indianas: o outro hotel de luxo atacados pelos rebeldes, Oberoi, e o centro judaico onde acabaram por morrer cinco israelitas.

Os terroristas queriam perpetrar outro 11 de Setembro na Índia e inspiraram-se num atentado suicida com um carro armadilhado que ocorreu no passado mês de Setembro no exterior do hotel Marriott de Islamabad (Paquistão), e que fez pelo menos 52 mortos e mais de 200 feridos, segundo informou a televisão indiana "Times Now".

Nova Deli aponta o dedo a elementos paquistaneses - uma acusação recorrente quando há atentados com a mão islâmica, como é este o caso.

Islamabad lembrou, por seu lado, que os dos países estão a combater "um inimigo comum", como afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Shah Mehmood Qureshi, já que o próprio Paquistão tem sido alvo frequente de ataques terroristas. Mas a polícia de Bombaim confirmou na quinta-feira que um dos atacantes detidos era paquistanês.

Os ataques de quarta-feira foram os piores em Bombaim desde Julho de 2006, quando 190 pessoas morreram e outras 700 ficaram feridas em vários atentados naquela que é considerada a capital financeira da Índia.

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Francisco Fernando

29.11.2008 15:51

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