A artilharia israelita acaba de atingir o centro da cidade de Gaza, avançou a agência Reuters. A explosão na principal zona comercial matou, segundo fontes médicas, cinco civis e fez, pelo menos, 40 feridos. Pouco depois, o primeiro-ministro israelita veio a público dizer que Israel não está a lutar contra o povo palestiniano e que a ofensiva terrestre era "inevitável".
Dezenas de blindados e unidades de infantaria israelitas estão às portas da cidade de Gaza.
Testemunhas contam que dezenas de famílias continuam a fugir da região em direcção ao Sul em carros e camiões, passando perto dos blindados israelitas.
As forças israelitas afirmam estar a operar no sector da antiga colónia de Netzarim e em outros três eixos no Norte da Faixa de Gaza. A estação de televisão Al Jazeera noticia que o Exército israelita começou esta manhã a fazer detenções de homens do Hamas na cidade de Beit Hanun, no Norte da Faixa de Gaza.
Olmert diz que Israel não está a combater o povo palestiniano
Falando na abertura da reunião semanal do Governo, o primeiro-ministro israelita Ehud Olmert disse que a ofensiva terrestre era "inevitável". "É inconcebível que num país responsável e determinado, a sua frente seja alvo de ataques sem que o seu Exército o proteja".
Dirigindo-se aos familiares dos soldados israelitas, Olmert disse: "hoje posso olhar cada um de vós nos olhos e dizer que o Governo fez tudo o que era possível antes de se decidir por uma ofensiva terrestre. Era inevitável".
Apesar de difícil, a operação "será prolongada e intensificada se for necessário", acrescentou.
No entanto, o primeiro-ministro israelita garantiu que "Israel não está a combater o povo palestiniano em Gaza". "Eles (os palestinianos) não são nossos inimigos; também são vítimas da violência e da opressão mortífera da mesma organização terrorista", acrescentou, referindo-se ao Hamas.
Olmert garantiu que Israel "não vai permitir uma crise humanitária na Faixa de Gaza". "Vamos ajudar a encaminhar alimentos e medicamentos".
Na sexta-feira, o Programa Alimentar Mundial denunciou uma situação alimentar "terrível" na Faixa de Gaza, onde vivem 1,5 milhões de palestinianos.
Hoje, a Comissão Europeia apelou a Israel para garantir um "espaço humanitário" para distribuir a ajuda na Faixa de Gaza e anunciou uma ajuda suplementar de três milhões de euros para este território palestiniano.
Desde o início da operação israelita, a 27 de Dezembro, já morreram 466 palestinianos.
Notícia actualizada às 10h39.


