Acusados de tráfico de droga

Bogotá ordena a extradição de 14 chefes paramilitares para os EUA

13.05.2008 - 11:23 Por AFP

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No dia 7 de Maio Bogotá tinha já extraditado para os EUA, por tráfico de droga, o chefe paramilitar Carlos Mario Jimenez (conhecido por Macaco) No dia 7 de Maio Bogotá tinha já extraditado para os EUA, por tráfico de droga, o chefe paramilitar Carlos Mario Jimenez (conhecido por Macaco) (Dijin/Reuters)
O governo colombiano ordenou a extradição de 14 dos mais importantes chefes paramilitares colombianos, acusados de tráfico de droga, para os Estados Unidos da América, anunciaram hoje diversas rádios colombianas.

Os dirigentes paramilitares foram transferidos hoje de madrugada de diversas prisões do país para a base militar de Catam, em Bogotá, a partir de onde serão enviados para os EUA, avançou a Rádio Caracol.

Os agentes da DEA (a força antidroga norte-americana) estavam já à espera no aeroporto de Catam pela chegada dos chefes paramilitares, que ficarão à sua guarda, indicou por seu lado a rádio privada RCN.

No dia 7 de Maio Bogotá tinha já extraditado para os EUA, por tráfico de droga, o chefe paramilitar Carlos Mario Jimenez, também conhecido por "Macaco".

Os chefes dessas milícias de extrema-direita, que contam cerca de 31 mil combatentes, tentaram desmobilizar em Abril de 2006, beneficiando da lei "Justiça e Paz", que estipulava que os paramilitares que depusessem voluntariamente as suas armas não poderiam incorrer numa pena superior a oito anos de prisão, fosse qual fosse a natureza dos seus crimes. Mas essa desmobilização implicaria que os paramilitares acabassem de vez com as suas actividades criminosas, nomeadamente o tráfico de droga, e confessassem os seus crimes. Nem todos os chefes paramilitares aceitaram, porém, esta oferta judicial.

Esses grupos paramilitares foram formados há cerca de 30 anos pelos grandes proprietários de terras, a fim de se defenderem dos movimentos de guerrilha. Estreitamente ligados a certos responsáveis políticos próximos do Presidente Alvaro Uribe, estas milícias paramilitares cometeram massacres de civis, bem como assassinatos de personalidades da esquerda nacional, sindicalistas e jornalistas. A fim de poderem financiar as suas actividades, recorrem regularmente ao tráfico de cocaína.

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