O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, apelou hoje ao reforço da ajuda internacional ao Iraque, afirmando que o mundo deve esquecer a desunião passada e apoiar a democracia emergente.
“A guerra dividiu o mundo. A luta dos iraquianos pela democracia devia uni-lo”, afirmou o primeiro-ministro britânico, que já ontem, numa conferência imprensa conjunta com o Presidente norte-americano, admitira erros na gestão da crise iraquiana.
Blair, que falava durante uma conferência na Universidade de Georgetown, em Washington, afirmou que o Iraque “é um filho da democracia que está a lutar para nascer”. “Se os iraquianos mostram a sua fé na democracia ao votar, não devemos nós mostrar a nossa e apoiá-los?”, questionou.
O primeiro-ministro britânico, que no início desta semana visitou Bagdad, disse estar convicto de que as novas autoridades iraquianas estão comprometidas com a criação de um Estado democrático. “Eles querem ser governados pela lei, não pela violência”, sustentou.
Apesar da pressão da opinião pública para a retirada das forças estrangeiras do Iraque, Blair voltou a recusar um calendário para o regresso dos soldados, afirmando que para que isso aconteça “é necessário existir um Governo iraquiano forte que esteja preparado para estender a sua autoridade a todo o país”.



