O primeiro-ministro britânico Tony Blair apelou hoje à calma durante o seu discurso semanal ao Parlamento, aproveitando para condenar "sem reservas" todos os ataques dirigidos à comunidade muçulmana.
"Peço ao país a mesma resposta calma que foi vista logo depois dos atentados de quinta-feira", declarou o primeiro-ministro.
"Trata-se de um pequeno grupo de extremistas. Não pode ser ignorado, mas não deverá definir os muçulmanos do Reino Unido, que são membros da nossa sociedade, pessoas honestas e respeitadoras das leis", declarou, depois de se terem registado algumas agressões de carácter racista no Reino Unido, após as reivindicações da Al-Qaeda.
Hoje mesmo, a BBC e a Sky News indicavam que Mohammed Sidique Khan, de 30 anos, Hasib Hussain, de 19, Shehzad Tanweer, de 22 e um quarto jovem britânico de origem paquistanesa poderão ter sido os autores materiais dos atentados bombistas de Londres, na passada semana, que provocaram mais de 50 vítimas mortais. Pensa-se que os jovens terão levado a cabo os ataques por meio de acções suicidas.
Para além de apelar à calma, o primeiro-ministro britânico pediu hoje novas medidas que permitam o "combate a todos os que incitam ao terrorismo e a todos os que estão na origem de actos de terrorismo". O chefe do Executivo britânico pediu que se reforcem "os procedimentos de interdição à entrada no Reino Unido de pessoas que incitem ao ódio e que ajam de forma contrária à ordem pública".


