Bispo pede penas pesadas para homossexuais que casem - e mesmo para quem assista à boda

20.03.2009 - 20:21 Por PÚBLICO
Um bispo anglicano nigeriano pediu ao Parlamento que impeça os casamentos entre homossexuais. E como medida adicional a prisão para quem tiver a coragem de aparecer na boda.
Numa carta enviada aos parlamentares, Peter Akinola, o prelado homófobo, citado pelo diário espanhol El País, diz que o matrimónio entre pessoas do mesmo sexo “aparte de ser ímpio é antibíblico, pouco natural, não rentável, malsão, incultural e antinigeriano”.
Longe de esgotar os adjectivos acrescenta ainda que é “uma perversão, um desvio e uma aberração capaz de engendrar o holocausto moral e social” do país.
As penas que propõe para "castigar" os prevaricadores são cinco anos de prisão para os contraentes e um ano para quem tiver o arrojo de ser testemunha do enlace ou seja surpreendido a beber e a comer em honra do par. Mesmo que a cerimónia seja "simbólica".
A missiva fecha com um apelo: “A proscrição dele deve assegurar a existência continuada desta nação. A necessidade de fazer isto é urgente, obrigatória e imperativa.”
O recado apocalíptico do zeloso bispo anglicano aos legisladores do seu país segue-se a outras notícias fantásticas vindas de Abuja, a capital nigeriana. Em Fevereiro, recorda o jornal, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Ojo Madueke, disse perante a Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas que na Nigéria não havia nenhum homossexual, nenhuma lésbica e nenhum bissexual.
E mais: que durante um tal Fórum Nacional Consultivo os participantes tinham saído “em busca de agrupamentos de gays, lésbicas e transexuais” e não tinham “encontrado um só nigeriano com tais características”.

