• A cozinha coreana chegou de carrinha a Lisboa
  • A diferença de idades prejudica o sexo?
  • "O que há de novo no amor?": este filme é um milagre

Julgamento recomeçou hoje à porta fechada

Birmânia: União Europeia pede libertação imediata de Aung San Suu Kyi

25.05.2009 - 10:13 Por PÚBLICO

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Manifestações a favor da libertação de Suu Kyi multiplicam-se em vários países asiáticos Manifestações a favor da libertação de Suu Kyi multiplicam-se em vários países asiáticos  (Lee Jae-Won/Reuters)
A União Europeia exortou hoje a Junta Militar da Birmânia a libertar “imediatamente” a líder da oposição Aung San Suu Kyi, actualmente a ser julgada por infringir as regras da detenção domiciliária que lhe foi imposta em 2003. A declaração emitida depois de um encontro entre representantes da UE e da Birmânia apela também a uma “retoma do diálogo político”.

Foi em Hanói, no Vietname, que o ministro birmanês dos Negócios Estrangeiros, Nyan Win, se encontrou com representantes europeus, entre os quais o chefe da diplomacia checa e da Suécia, país que se seguirá à República Checa, na presidência rotativa da UE.

O ministro checo, Jan Kohout, reconheceu não ter saído da reunião com “um sentimento positivo”. Aung San Suu Kyi, de 63 anos, está a ser julgada por ter acolhido em sua casa um americano que chegou à sua residência a nado, no princípio do mês, e arrisca-se a uma pena de três a cinco anos de prisão, o que a afastaria automaticamente das eleições que a Junta quer organizar em 2010.

A Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) também pedira de forma velada a libertação da opositora e Prémio Nobel da Paz, numa posição tornada pública na semana passada, que Rangum "rejeita veementemente", num artigo publicado hoje no jornal oficial “New Light of Myanmar". No mesmo artigo, critica a organização de “ingerência" nos seus assuntos internos.

Nessa tomada de posição, a ASEAN afirmara que o julgamento de Suu Kyi comprometia "a credibilidade e a honra" da Birmânia e manifestara preocupação pelo estado de saúde da opositora. Rangum acusa Banguecoque de “não ter permitido uma discussão” e de emitir uma declaração “não conforme às práticas” da associação.

A ASEAN tinha-se manifestado inquieta com a “saúde frágil” de Suu Kyi, ao que a Junta birmanesa reagiu, no mesmo artigo no “New Light”, dizendo que a opositora está a receber uma “atenção médica adequada”.

“A declaração da ASEAN não se imiscui nos assuntos internos da Birmânia”, afirma o porta-voz do Governo da Tailândia, Panitan Wattanayagorn, numa declaração em que justifica a posição. Na mesma nota, Banguecoque, em nome da ASEAN, diz que talvez a Birmânia “se sinta pouco à vontade” sob “pressão internacional” e diz que “está pronta a ouvir”.


Estatísticas

  • 190 leitores
  • 0 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1382743

Comentário + votado

X

Mais em Mundo (5 de 16 artigos)

O número de casos de gripe A não para de crescer no mundo Gripe A mata pela segunda vez em Nova Iorque