Birmânia: oposição denuncia prisão de cinco partidários de Suu Kyi

17.03.2009 - 08:48 Por PÚBLICO, com agências
As autoridades birmanesas prenderam cinco membros da Liga Nacional para a Democracia (LND), partido liderado por Aung San Suu Kyi – que o regime mantém sob prisão domiciliária – de acordo com denúncias hoje feitas por este grupo da oposição ao regime militar, um dia depois de ser conhecido novo relatório das Nações Unidas sobre os presos políticos neste país.
Estas detenções – de quatro homens e uma mulher – terão ocorrido na semana passada “sem que se conheçam as razões nem os locais para onde foram levados”, precisou o porta-voz da LND, Nyan Win, citado pela AFP. O documento ontem apresentado nas Nações Unidas dava conta da existência de 2.100 presos políticos na Birmânia.
Muitos foram julgados à “porta fechada” e condenados “sem prova”, sublinhava o relatório elaborado pelo enviado especial da ONU à Birmânia, Tomas Ojea Quintana, que se encontrou no país entre 14 e 19 de Fevereiro. Segundo o relator, os presos são privados de cuidados médicos e submetidos a “maus tratos físicos” durante os interrogatórios.
O regime militar birmanês – no poder desde 1962 – mantém a oposição sob um punho firme, tendo confinado a sua líder, vencedora do Nobel da Paz de 1991, em prisão domiciliária continuada desde 2003. Vencedora das eleições de 1990, a “Dama de Rangun” jamais conseguiu exercer o poder, porém, e tem vindo a ser detida intermitentemente desde 1989 – esteve presa 13 dos últimos 19 anos.

