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Regime militar permitiu rara reunião

Birmânia: Líder da oposição Suu Kyi debate sanções ao país com diplomatas estrangeiros

09.10.2009 - 09:41 Por PÚBLICO

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Suu Kyi passou 14 dos últimos 20 anos sob alguma forma de detenção Suu Kyi passou 14 dos últimos 20 anos sob alguma forma de detenção (Kerek Wongsa/Reuters)
A líder da oposição birmanesa Aung San Suu Kyi reuniu-se hoje em Rangum com um grupo de diplomatas estrangeiros, tendo abordado a questão das sanções aplicadas pelas potências ocidentais contra a junta militar que governa o país e que a mantêm detida numa prisão de alta segurança.

O encontro – algo muito raramente permitido pelo regime dos generais à prémio Nobel da Paz – surgiu na sequência de uma oferta feita por Suu Kyi, há cerca de 15 dias, no sentido de ajudar a negociar para que as sanções venham a ser levantadas. A “Dama de Rangum” recebeu, na prisão de Insein –, onde está presa por violação dos termos de detenção domiciliária – os representantes diplomáticos da Austrália, Estados Unidos e do Reino Unido.

“Confirmamos que as sanções foram discutidas. Mas não queremos comprometer as conversações de Aung San Suu Kyi com as autoridades [birmanesas] dando agora detalhes sobre esta reunião”, explicou porta-voz da embaixada norte-americana na Birmânia, Drake Weisert, citado pela agência noticiosa francesa AFP.

Desde sábado passado Suu Kyi encontrou-se já por duas vezes com um dos ministros da junta, o ministro do Trabalho, Aung Kyi, que é desde há dois anos elo de ligação entre os generais e a líder da oposição mas com a qual não se reunia desde Janeiro de 2008. Os observadores avaliam que a iniciativa de Suu Kyi terá aberto uma brecha no impasse das relações com os generais.

Suu Kyi, líder da Liga Nacional para a Democracia – partido que venceu as legislativas birmanesas em 1991, mas ao qual jamais a junta militar permitiu governar –, escreveu em finais de Setembro uma carta ao homem forte do regime, general Than Shwe, propondo soluções para participar nas negociações de levantamento das sanções.

Condenada em Agosto passado a nova pena de prisão – desta feita de 18 meses, depois de um cidadão norte-americano ter entrado, em Maio, em sua casa em Rangum – Suu Kyi passou 14 dos últimos 20 anos sob alguma forma de detenção. A sentença que lhe foi emitida mais recentemente impede-a de ter qualquer papel nas eleições legislativas multipartidárias prometidas pelos generais para o próximo ano.



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gk

Austrália, Estados Unidos, Reino Unido; "Diz-me com quem andas dir-te-ei quem és". Esta "Dama" não ...

Rui Duarte

09.10.2009 20:09

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