O vice-presidente norte-americano, Joe Biden, garantiu hoje que Washington apoia, sem reservas, a segurança de Israel e está empenhada em impedir que o Irão consiga produzir armas nucleares. Disse ainda que as conversações indirectas, iniciadas ontem, entre israelitas e palestinianos são uma “oportunidade real” de alcançar a paz.
“Não há distância entre Israel e os Estados Unidos no que toca à segurança israelita”, garantiu Biden, que é o mais alto dirigente norte-americano a visitar o país desde a tomada de posse de Barack Obama, em Janeiro de 2008.
Respondendo a uma das principais preocupações do Governo israelita, Biden reafirmou que os norte-americanos “estão determinados em impedir que o Irão adquira armas nucleares”.
Garantias que, segundo várias fontes, se destinam a desincentivar um eventual ataque aéreo israelita contra instalações nucleares, numa altura em que, como explicou Biden, Washington “está a trabalhar com vários países para convencer Teerão a cumprir as suas obrigações internacionais”.
Israel, o único país do Médio Oriente com armas nucleares, tem pedido com insistência o isolamento de Teerão. Ontem, o primeiro-ministro israelita reafirmou que “quanto mais fortes forem as sanções mais provável é que o regime iraniano tenha de escolher entre o seu programa nuclear e o seu próprio futuro”.
Um dia depois de ter aterrado em Israel para contactos entre as duas partes, Biden saudou também o reinício das conversações, desta vez de forma indirecta entre israelitas e palestinianos, após mais de um ano de impasse. “O Presidente Obama e eu estamos convencidos de que a melhor garantia para a segurança de Israel a longo prazo é a paz global para o Médio Oriente”.
Mas para que tal seja possível, sublinhou, as duas partes têm de fazer “alguns arrojados compromissos históricos”.
Notícia corrigida às 20h05


