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Antiga senadora promete não baixar os braços

Betancourt pede entendimento entre Chávez e Uribe para conseguir libertação de mais reféns

03.07.2008 - 18:58 Por AFP, PÚBLICO

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Betancourt defende o apoio de toda a região à paz na Colômbia Betancourt defende o apoio de toda a região à paz na Colômbia (José Miguel Gomez/Reuters)
Ingrid Betancourt, resgatada ontem na companhia de 14 outros companheiros de cativeiro, pediu aos Presidente do Equador e da Venezuela para unirem esforços com o seu homólogo colombiano a fim de criar condições para convencer a guerrilha a libertar os reféns que ainda tem em seu poder.

“A primeira coisa que temos de fazer é pedir ao Presidente [Hugo] Chávez e ao Presidente [Rafael] Corria para que eles nos ajudem a restabelecer os laços de amizade, fraternidade e confiança com Álvaro Uribe”, afirmou a antiga senadora, numa conferência de imprensa improvisada no aeroporto de Bogotá, onde foi esperar os dois filhos que se encontravam em Paris.

Para Betancourt, o entendimento entre os três chefes de Estado “é uma etapa essencial para que seja possível conseguir novas libertações unilaterais” de reféns.

A antiga refém convidou igualmente outros dirigentes latino-americanos a envolverem-se no processo para uma solução negociada do conflito que atinge a Colômbia há várias décadas. “Precisamos que nos ajudem com inteligência para conseguir a libertação dos reféns e não para reforçar a guerra na Colômbia”, sublinhou.

Betancourt, que promete agora “trabalhar incansavelmente pela libertação de todos os reféns”, espera também que os dirigentes da região exerçam a “influência” que possam ter sobre os comandantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) para que a guerrilha “renuncie ao terrorismo e aceite a via das negociações”.

Desde que foi libertada, numa operação militar de contornos cinematográficos, a antiga candidata presidencial tem multiplicado os apelos à criação de um clima político que permita convencer as FARC a libertar os reféns e encetar negociações de paz com o Governo.

Estes esforços, bem como a denúncia da corrupção política que lhe deu fama internacional, levaram vários políticos italianos, tanto de esquerda como de direita, a propor a franco-colombiana como candidata ao Prémio Nobel da Paz. “Ingrid Betancourt é um símbolo de força e de esperança para todos no mundo inteiro e particularmente para os que foram vítimas de injustiça”, declarou Fabio Evangelisti, deputado do pequeno partido Itália dos Valores, revelando que a formação vai promover uma campanha para que lhe seja atribuída a distinção internacional.

O Partido da Liberdade, do primeiro-ministro Sílvio Berlusconi, considera a proposta “justificada” e admite associar-se-lhe, a fim de “dar esperança aos reféns e prisioneiros em todo o mundo”.

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Comentário + votado

s

Portanto, mais coisa menos coisa: morre o antigo líder das FARC, põe-se lá um novo, logo depois ...

Madiba

03.07.2008 21:31

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