Depois do terramoto, o G8: o primeiro-ministro italiano, Sílvio Berlusconi, quer que o próximo encontro dos líderes dos oito países mais desenvolvidos se realize na localidade de L’Aquilla, atingida no início do mês por um sismo que fez mais de 300 mortos.
A proposta de alteração do local da cimeira, que está marcada para a Sardenha, provocou cepticismo mesmo no próprio Governo de Berlusconi.
Num conselho de ministros em L’Aquila, que tinha como objectivo decidir o financiamento da reconstrução da região, o primeiro-ministro sugeriu que a cimeira do G8 de 8 a 10 de Julho se realizasse na pequena ilha de Madalena, para atrair atenções mundiais para as consequências do sismo na região.
O presidente da Câmara de L’Aquila já disse que estava “preparado para acolher o G8” apesar de reconhecer que “será muito complicado”.
Já o ministro dos Transportes e das Infra-estruturas, Altero Matteoli, afirmou que esta proposta “não parece de todo ser possível”.
Há alguns meses, Berlusconi tinha proposto que a cimeira do G8 se realizasse em Nápoles, para mostrar que a crise do lixo estava ultrapassada, mas a ideia foi abandonada por razões de segurança.



