Após os confrontos na região italiana da Calábria

Bento XVI apela ao respeito pelos imigrantes

10.01.2010 - 13:28 Por PÚBLICO

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Mais de 1100 imigrantes já deixaram a região da Calábria Mais de 1100 imigrantes já deixaram a região da Calábria (Antonino Condorell/Reuters)
O Papa Bento XVI defendeu hoje na homilia dominical que os imigrantes devem ser respeitados, dois dias após os confrontos na região da Calábria, Sul de Itália, que levaram as autoridades a deslocar centenas de imigrantes que ali trabalhavam para centros de acolhimento.

“O imigrante é um ser humano que deve ser respeitado”, disse Bento XVI. “É preciso voltar ao fundo do problema, é preciso voltar ao significado da pessoa humana”, adiantou Bento XVI, citado pela AFP. “Um imigrante é um ser humano, diferente pela sua proveniência, pela sua cultura e tradições, é uma pessoa a respeitar, com direitos e deveres”, adiantou o líder da Igreja Católica.

Bento XVI referia-se aos confrontos registados sobretudo na localidade de Rosarno, Sul de Itália, de onde já saíram cerca de 1100 imigrantes após os episódios de violência que os opuseram aos italianos residentes na localidade e de que resultaram mais de 60 feridos. A violência começou na quinta-feira, depois de dois negros terem sido feridos por jovens brancos. Milhares de africanos juntaram-se em frente à autarquia de Rosarno para protestar, houve carros incendiados e vidros partidos, mas ontem as lojas voltaram a abrir e a calma regressou.

No entanto, a tensão entre os imigrantes e os italianos que vivem na região mantém-se e, na noite de sexta-feira, as autoridades começaram a deslocar os imigrantes para centros de acolhimento em Bari e Crotona. Alguns saíram pelos próprios meios e, segundo o ministério italiano do Interior, mais de 1100 já abandonaram a região onde trabalhavam sobretudo na apanha de fruta.

“A violência não deve ser nunca a forma de resolver os problemas”, adiantou Bento XVI. “Convido cada um a olhar para o próximo e a descobrir a sua história e a sua vida ao dizer: é um homem e Deus ama-o como me ama a mim”, concluiu.

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É assim tão importante a nacionalidade de quem vive num país? São todos os ...

Marta

11.01.2010 12:42

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