O primeiro-ministro demissionário belga, Guy Verhofstadt, vai dirigir um "governo de emergência", após seis meses de falhanços nas negociações para a formação de um novo executivo, indicam hoje diversos media belgas.
Verhofstadt, um belga flamengo à cabeça do governo belga desde 1999, ainda gere, apesar da derrota do seu partido nas legislativas de 10 de Junho, os "assuntos correntes", à espera da formação de uma nova coligação.
Mas as negociações levadas a cabo pelo líder cristão-democrata flamengo Yves Leterme, o vencedor das eleições, acabaram por cair por terra no passado sábado devido a um desacordo entre os partidos flamengos e valões (francófonos) sobre uma possível reforma das instituições belgas, reclamadas pela Flandres, que quer mais autonomia.
Apesar de diversos media belgas terem avançado com a informação de que Verhofstadt irá dirigir um "governo de emergência", o porta-voz de Verhofstadt indicou à AFP que esta notícia é, de momento, uma "especulação" e que é preciso esperar pelo fim da conversa que o primeiro-ministro demissionário manteve com o rei, esta manhã.
Porém, se a notícia se confirmar, a equipa governativa deverá manter-se quase inalterada, aliando liberais e socialistas, tanto francófonos como flamengos.



