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Nova Comissão Europeia

Barroso promete "ambição, determinação" e "acções urgentes" no novo mandato

10.02.2010 - 10:12 Por Isabel Arriaga e Cunha, Bruxelas

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Para Barroso, o resultado de ontem garante-lhe uma "legitimidade democrática" Para Barroso, o resultado de ontem garante-lhe uma "legitimidade democrática" (Vincent Kessler/Reuters)
Durão Barroso congratulou-se ontem pelo "forte apoio" que a sua equipa de comissários recebeu do Parlamento Europeu (PE) para iniciar funções, considerando que lhe confere "um mandato real" para enfrentar com "ambição e determinação" os graves problemas que se colocam à Europa.

"Problemas urgentes exigem acção urgente e a minha equipa está pronta", afirmou Barroso referindo-se sobretudo à crise económica que vai estar amanhã no centro dos trabalhos de um cimeira informal dos líderes da União Europeia (UE).

Os comentários de Barroso foram feitos depois do o PE ter votado a "investidura" da nova Comissão por 488 votos a favor, 137 contra e 72 abstenções. Os votos favoráveis representam um apoio de 66 por cento dos 736 eurodeputados, uma percentagem bem mais expressiva do que os 53 por cento de votos obtidos por Barroso na sua eleição individual pela Assembleia Europeia em Setembro passado (383 votos a favor).

O apoio à nova equipa é igualmente superior aos 61,3 por cento obtidos em 2004 pela primeira Comissão Barroso (num total de 785 eurodeputados) e mesmo aos 64,5 por cento de votos positivos conseguidos por Romano Prodi em 1999. Em contrapartida, ficou largamente aquém dos 73,5 por cento obtidos por Jacques Santer em 1994.

Para Barroso, o resultado de ontem garante-lhe uma "legitimidade democrática" resultante do apoio dos três maiores grupos parlamentares - conservadores, socialistas (com excepção dos franceses) e liberais - que são, igualmente, as famílias políticas de origem dos 27 comissários (13 conservadores, oito liberais e seis socialistas). Em contrapartida, os Verdes, comunistas, muitos eurocépticos e os nacionalistas votaram contra.

Apesar de expressivo, o apoio do PE foi tudo menos entusiástico. Martin Schulz, líder dos socialistas (o segundo maior grupo), considerou que Barroso seguiu uma estratégia de "dividir para reinar" na repartição dos pelouros pelos 26 membros da equipa, alertando-o para o risco de transformar a instituição num "sistema presidencial". A Comissão "só é forte se agir como um órgão colegial", defendeu.

Schulz queixou-se igualmente de muitos comissários se terem portado como "noviços da ordem dos trapistas a quem o abade José Manuel disse para não dizerem nada de maneira a não dizerem asneiras" nas audições parlamentares a que todos foram submetidos sobre os seus projectos.

Uma soma de zeros

Guy Verhofstadt, líder dos liberais, sublinhou por seu lado que o apoio do seu grupo, o terceiro do PE, é "condicional" e está dependente da capacidade da Comissão de apresentar "propostas mais firmes e mais ambiciosas em todos os sectores". "Queremos uma Comissão que seja o motor da Europa, o que, na nossa opinião, não foi o caso dos últimos cinco anos", afirmou, prosseguindo: "Queremos uma Comissão que defina rapidamente uma estratégia económica europeia credível e ambiciosa" e que não se contente com "uma coordenação mole" das políticas nacionais.

Mesmo Joseph Daul, presidente dos conservadores, o maior grupo e o principal apoio de Barroso, pediu "uma acção enérgica", reconhecendo que a voz da Europa "não tem estado à altura das nossas expectativas".

"Estamos a assistir a uma coligação dos hipócritas", reagiu Daniel Cohn-Bendit, o líder franco-alemão dos Verdes, dirigindo-se aos líderes dos maiores grupos. "Dizem a Barroso: não acreditamos em ti mas votamos em ti." De facto, acusou, "eles não apoiam a Comissão, só apoiam os seus comissários respectivos". Para Cohn-Bendit, "a maior parte dos comissários não tem determinação, visão ou ambição". "A Comissão toda junta é uma soma de zeros que faz um mais: esta é a nova matemática da Comissão Barroso", ironizou.

Acusando os seus pares de se limitarem a discutir "generalidades e banalidades", Cohn-Bendit apelou - sem sucesso - à recusa de uma Comissão que, no seu ponto de vista, será incapaz de enfrentar as crises económica, financeira e ecológica que a Europa enfrenta. "É indigno deste Parlamento dizer que somos contra a Comissão mas votamos a favor", concluiu.

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tanta ambição

O Dr. Durão Barroso promete ambição, determinação, para se poder fazer o ...

Anónimo

10.02.2010 22:24

X

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