Barcos das duas Coreias trocam tiros na zona fronteiriça do mar Amarelo 
10.11.2009 - 09:34 Por PÚBLICO
Navios militares das duas Coreias trocaram tiros esta madrugada numa curta batalha naval que deixou danos em ambas as embarcações e fez elevar o já muito tenso clima diplomático na região poucos dias antes do Presidente norte-americano, Barack Obama, iniciar um périplo pela Ásia.
O estado-maior naval em Seul relata que o barco da patrulha marítima da Coreia do Norte entrou mais de um quilómetro em águas territoriais sul-coreanas no mar Amarelo, tendo sido instado verbalmente a recuar e também com tiros de aviso, que foram ripostados. “Então disparámos de volta”, precisou a Coreia do Sul num comunicado, avançando que só então a patrulha norte-coreana retirou.
Mas Pyongyang sustenta que não passou a fronteira marítima e exigiu um pedido de desculpas por parte da Coreia do Sul. A versão oficial da Coreia do Norte, difundida pela agência noticiosa local KCNA, é que um barco de patrulha marítima estava em missão para confirmar a presença de “um objecto não identificado” no seu lado da fronteira e que foi “perseguido” por navios sul-coreanos já no caminho de regresso e alvejado, no que Pyongynag avaliou como “uma grave provocação armada”. “Não perdemos tempo a contra-atacar os provocadores e embaraçados com isto, o grupo de navios de guerra da Coreia do Sul rapidamente fugiu para as suas águas”, descrevia a KCNA.
O incidente – o primeiro do género a ocorrer em mais de sete anos – ocorreu na mesma zona, na fronteira marítima oriental entre os dois países, onde as duas Coreias travaram dois violentos conflitos na década passada. Desta feita não houve nenhuma vítima mortal nem feridos assinalados; apenas as duas embarcações apresentam as marcas dos vários tiros trocados entre si.
Os analistas sublinham que a Coreia do Norte recorre a este tipo de acções militares de maneira a fortalecer a sua posição no tabuleiro dos grandes acontecimentos diplomáticos internacionais. “Pyongyang adoptou esta atitude agressiva para mostrar que não está disposta a ceder nas duas prioridades de segurança”, avaliava à agência noticiosa britânica Reuters o perito Yang Moo-jin, professor na Universidade de Seul de Estudos Norte-coreanos.
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