O Presidente norte-americano Barack Obama regressou a Washington esta manhã no fim de uma digressão que o levou à Europa - esteve em Londres, França, Alemanha, República Checa e Turquia - e ao Iraque, onde fez ontem uma visita-surpresa às tropas norte-americanas. O avião presidencial Air Force One aterrou na base de Andrews no estado do Maryland, próximo de Washington.
Ontem em Bagdad, Obama avisou que os próximos 18 meses seriam cruciais e perigosos para o Iraque e instou o Governo do primeiro-ministro Nouri al-Maliki, maioritariamente composto por xiitas, a integrar os sunitas no processo político.
Antes do Iraque, Obama esteve na Turquia, onde declarou que o facto de o seu pai ser muçulmano, bem como a sua infância que passou na Indonésia, tinham feito dele um Presidente americano diferente dos outros.
“Os Estados Unidos foram enriquecidos pelos muçulmanos americanos”, declarou em Ancara. “Muitos outros americanos têm muçulmanos na sua família e viveram num país de maioria muçulmana. Sei porque sou um deles.”
Tentando demarcar-se da herança, frequentemente presente mas raramente mencionada, do antigo Presidente George W. Bush, Barack Obama lamentou as manifestações americanas de “arrogância” relativamente aos seus aliados europeus.
No plano político, o Presidente dos Estados Unidos, que começou a sua tournée pela cimeira do G20 em Londres, apelou, num discurso frente a uma multidão de 20 mil pessoas em Praga, a um “mundo sem armas nucleares”.




