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Senador é visto como um estrela ascendente dos democratas

Barack Obama entra na corrida às presidenciais norte-americanas

16.01.2007 - 16:50 Por Agências

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O senador norte-americano Barack Obama, estrela ascendente do Partido Democrata, entrou hoje na corrida às presidenciais de 2008, dando os primeiros passos de uma candidatura que, a ser bem sucedida, faria dele o primeiro Presidente negro dos EUA.
Obama é um dos mais sérios rivais de Hillary Clinton na corrida para a nomeação democrata Obama é um dos mais sérios rivais de Hillary Clinton na corrida para a nomeação democrata (Tannen Maury/EPA)

O senador pelo Illinois já comunicou à comissão eleitoral federal à decisão de criar um “comité exploratório”, que lhe permitirá recolher donativos e recrutar voluntários para a sua candidatura. O anúncio foi feito no seu site – www.barackobama.com –, mas a apresentação oficial da candidatura ocorrerá apenas no dia 10 de Fevereiro em Chicago, a sua cidade-natal.

Obama, o único senador negro da actual legislatura, é considerado um dos mais sérios rivais de Hillary Clinton na corrida pela nomeação democrata, embora a senadora por Nova Iorque ainda não tenha confirmado que irá candidatar-se.

Aos 45 anos este filho de um imigrante queniano e de uma americana branca é visto como um político carismático, com grande à vontade junto da imprensa, e forma convicta como defende os seus argumentos está a entusiasmar a ala mais à esquerda dos democratas, ansiosa por uma alternativa a Hillary Clinton.

As suspeitas de que o senador se preparava para entrar na corrida presidencial adensaram-se no mês passado, quando, acompanhado de uma enorme comitiva de jornalistas, visitou New Hampshire, o estado onde arrancam as primárias.

“Há um ano, não pensava encontrar-me nesta posição, mas fui confrontado com a ânsia que todos temos por um tipo diferente de política”, afirma Obama no vídeo difundido no seu “site”.

Na intervenção, o senador tece duras críticas à Administração Bush, ao declarar que “as decisões tomadas nos últimos seis anos colocaram o país num lugar precário”. Denunciando a “pequenez da política” norte-americana, “presa ao dinheiro e às influências”, Obama diz ser altura de “enfrentar os grandes problemas que precisam de soluções” urgentes. “Temos de mudar a nossa política e unirmo-nos em torno dos nossos interesses e preocupações comuns”, conclui.

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