O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, chegou esta manhã a Berlim, Alemanha, onde deverá pronunciar um discurso esperado com impaciência por um público que o vê como a esperança de uma renovação das relações transatlânticas.
O avião do senador de Illinois aterrou às 09h50 (08h50 em Lisboa) no aeroporto de Tegel, a Norte de Berlim.
Obama deverá reunir-se durante uma hora com a chanceler alemã Angela Merkel, que se diz impressionada pelo vigor da sua campanha eleitoral, e depois com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Frank-Walter Steinmeier. Merkel adiantou ontem que pretende discutir com Obama questões como a cooperação com a NATO, alterações climáticas, comércio, Iraque e Afeganistão.
À tarde, às 19h00 (18h00 em Lisboa), Obama deverá discursar sobre as relações transatlânticas, na Coluna da Vitória, no parque central de Tiergarten. O monumento de 70 metros de altura pretende celebrar as vitórias militares da Prússia, no século XIX, sobre a Dinamarca, França e Áustria. Este será o único discurso público que o candidato presidencial fará durante uma semana de viagem ao estrangeiro.
A ideia inicial de Obama era discursar em frente ao Portão de Brandemburgo, símbolo da Guerra Fria, mas desistiu depois da estranheza que causou a Merkel e a vários representes do Governo alemão. O Portão de Brandemburgo é um local para Presidentes discursarem e não para candidatos, alegaram. “Espero que o discurso seja recebido como uma articulação da relação que gostaria de ver entre os Estados Unidos e a Europa”, comentou Obama aos jornalistas em Israel, pouco antes de viajar para Berlim.
Barack Obama está a causar entusiasmo na Alemanha, onde a popularidade dos Estados Unidos caiu com a presidência de George W. Bush. O antecessor de Merkel, Gerhard Schroeder, opôs-se firmemente à invasão do Iraque, em 2003. Mas Merkel tem trabalhado bastante para recuperar a relação, tornando-se numa das maiores aliadas de Bush na Europa.
A visita de Obama a Berlim implica a mobilização de 700 polícias.
Segundo uma sondagem recente, 76 por cento dos alemães defendem a vitória do senador de Illionois. Dez por cento preferem o republicano John McCain.



