Barack Obama apela à aprovação da “histórica” proposta de lei climática 
24.06.2009 - 13:05 Por Reuters, PÚBLICO
O Presidente norte-americano Barack Obama apelou ontem em conferência de imprensa à aprovação da “histórica” proposta de lei sobre Clima e Energia que deverá ser debatida em plenário na Câmara dos Representantes, esta sexta-feira. O documento vai “transformar a forma como produzimos e utilizamos a energia na América”.
Através dos incentivos às empresas para substituírem os combustíveis fósseis por energias alternativas – como a eólica, solar e geotérmica -, Obama considerou que esta legislação vai gerar uma “transformação que vai reduzir a dependência do petróleo estrangeiro e confrontar a poluição que ameaça o nosso planeta”.
O Presidente lembrou ainda os incentivos à eficiência energética, como “janelas mais eficientes e outros materiais que reduzam os custos do aquecimento no Inverno e do arrefecimento no Verão”.
A ideia é fazer da energia “limpa” uma energia rentável. “E isto vai levar ao desenvolvimento de novas tecnologias que poderão criar milhões de novos empregos na América”.
“Num tempo de grandes desafios fiscais, esta legislação é paga pelos poluidores que a contaminar a água que bebemos e o ar que respiramos”, acrescentou.
Obama acredita que “esta legislação é extraordinariamente importante para o nosso país (...). Todos sabemos por que razão é tão importante. O país que liderar a criação de energia limpa será a nação que vai liderar a economia global do século. É uma legislação que vai abrir a porta a um futuro melhor para este país. É por isso que apelo aos membros do Congresso para se reunirem e aprovarem” o documento.
Horas depois das declarações de Obama, os democratas da Câmara dos Representantes anunciaram ter chegado a acordo sobre um conjunto de questões difíceis sobre Agricultura que ainda estavam pendentes, abrindo assim o caminho para uma provável aprovação do documento ainda esta semana.
Henry Waxman, um dos responsáveis pelo projecto de lei, explicou que os agricultores viram cumpridas várias das suas exigências, que mantinham como condição para apoiarem o documento.
Caso a proposta passe na Câmara dos Representantes, seguirá para o Senado, o qual ainda não apresentou a sua própria proposta.

