Decisão depende do Presidente alemão

Banco central alemão quer demitir administrador por declarações racistas

02.09.2010 - 21:54 Por PÚBLICO

  • Votar 
  •  | 
  •  6 votos 
Sarrazin escreveu que poderio da Alemanha estaria a ser minado pela onda de imigração Sarrazin escreveu que poderio da Alemanha estaria a ser minado pela onda de imigração (Foto: Ina Fassbender/Reuters)
O banco central da Alemanha tomou a decisão inédita de pedir a demissão de um dos seus administradores, Thilo Sarrazin, na sequência de declarações racistas em que este dirigente desprezava a comunidade muçulmana residente no país e tecia considerações sobre as “particulares” características genéticas dos judeus.

Caberá ao Presidente Christian Wulff formalizar a demissão de Sarrazin, de 65 anos, cujo afastamento foi hoje votado por unanimidade pelos restantes membros do conselho de administração do Bundesbank, que disseram estar interessados em proteger a reputação e integridade da instituição. Wulff já fez saber que apoia a decisão do banco central.

A saída de Thilo Sarrazin, que é membro do Partido Social Democrata e desempenhou o cargo de responsável pelas Finanças da cidade de Berlim, vinha sendo reclamada depois da publicação de um artigo em que este argumentava que o poderio económico e intelectual da Alemanha estaria a ser minado pela onda de imigração proveniente dos países muçulmanos.

Instalada a polémica, Sarrazin ainda tentou defender os seus pontos de vista, esclarecendo que as suas observações se focavam em estatísticas e culturas e não tinham conotações raciais. Mas até a chanceler Ângela Merkel criticou severamente os seus comentários, que classificou de “absolutamente inaceitáveis”.

Estatísticas

  • 787 leitores
  • 4 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1454116

Comentário + votado

Tem razão

É claro que os muçulmanos são intelectualmente inferiores aos alemães e,por ...

Camacho

03.09.2010 12:11

X

Mais em Mundo (25 de 25 artigos)

Abbas e Netanyahu prometeram empenho nas conversações Netanyahu e Abbas cumprem objectivos mínimos ao aceitar novas reuniões