O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, abriu esta manhã a conferência sobre o racismo das Nações Unidas, em Genebra, criticando quer os islamófobos quer os negacionistas do Holocausto.
Enquanto isso, Israel anunciou que vai retirar o seu embaixador na Suíça em protesto contra a participação do país na conferência e ainda pelo encontro do Presidente suíço com o seu homólogo iraniano.
Na sessão de abertura da cimeira da ONU sobre o racismo, conhecida como Durban II, Ban Ki-moon começou por expressar o seu “desapontamento profundo” pela ausência de certos países. EUA, Austrália, Nova Zelândia, Alemanha, Itália, Holanda e Polónia boicotaram a conferência de Genebra, enquanto Grã-Bretanha e França optaram por uma representação a nível de embaixador. O boicote deveu-se aos temores destes países de que o fórum fosse um palco para apresentar Israel como um Estado racista.
O secretário-geral da ONU referiu-se ao tema da conferência para criticar a islamofobia, apresentando-a como “uma forma de racismo”. Por outro lado não deixou de condenar “a negação do Holocausto”.


