Os avisos de tsunami foram hoje cancelados para todos os os países, 24 horas depois de um sismo com a magnitude de 8,8 na escala de Richter ter provocado grandes estragos no Chile.
“Este boletim é emitido como um aviso para as agências governamentais”, disse o Pacific Tsunami Warning Center, ao cancelar a advertência. “Apenas as agências governamentais, nacionais e locais, têm autoridade para tomar decisões referentes a quaisquer acções a ser tomadas em resposta”, lembrou aquele centro.
Apesar de tudo, o Japão decidiu permanecer alerta, uma vez que ondas até um metro e meio de altura o tinham atingido tanto a ele como ao Extremo Oriente russo e às Ilhas Chatham, que pertencem à Nova Zelândia.
Os serviços meteorológicos nipónicos preferiram diminuir o grau de vigilância, sem a eliminarem por completo. Anteriormente estavam em “grande tsunami” e agora passaram simplesmente para “tsunami”.
Não houve até hoje à tarde (hora local, manhã em Lisboa) quaisquer feriodos no Japão, onde dezenas de milhares de pessoas continuam longe de suas casas, em pontos mais longe da costa.
O alerta de hoje foi o primeiro de “grande tsunami” que o país teve desde há mais de 15 anos, mas parece ter resultado em pleno. Em 1960, na sequência do grande abalo símico no Chile, o maior de que há registo, tinha morto 140 japoneses, de modo que desta vez as autoridades de Tóquio não deixaram nada ao acaso.
No estado norte-americano do Hawai, o aviso foi cancelado cerca de duas horas depois de as primeiras ondas terem aparecido, pois logo se verificou que não estavam a causar quaisquer estragos de especial.
“Nada aconteceu e ninguém ficou ferido”, regozijou-se a governadora do Hawai, Linda Lingle.
Ao contrário do que aconteceu no estrangeiro, no arquipélago chileno de Juan Fernández, 400 milhas ao largo do continente sul-americano (643 quilómetros), uma vaga de tsunami matou seis pessoas e pelo menos 11 estão dadas como desaparecidas.



