A aviação turca bombardeou hoje posições dos rebeldes curdos no Norte do Iraque, matando um número indeterminado de combatentes, anunciou o Exército de Ancara.
Os ataques, os terceiros no espaço de uma semana, ocorrem 48 horas depois de um duplo atentado à bomba em Istambul, que as autoridades atribuíram ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), organização que luta pela criação de um estado curdo no sudeste da Turquia.
Ilegalizado e perseguido pelo Exército turco, o PKK mantém bases no Norte Iraque, zona igualmente de maioria curda e que goza de ampla autonomia em relação a Bagdad.
Segundo um comunicado do Estado-Maior turco, os caças visaram uma grande caverna, nas zonas montanhosas da fronteira, onde estaria refugiado “um grupo com 30 a 40 terroristas”. “A caverna foi destruída e os terroristas que aí se encontravam e a maioria dos que estavam no exterior foram neutralizados”, acrescenta a nota, não precisando o número de baixas infligidas aos rebeldes.
Durante o raide foram também atacados alvos na região de Zap, acrescentam os militares turcos, adiantando que os caças regressaram sem incidentes às suas bases.
Desde Dezembro que a aviação turca ataca regularmente o Curdistão iraquiano e, em Fevereiro, as suas tropas entraram, durante uma semana, no país vizinho, reivindicando no final da operação o abate de dois mil rebeldes.
Apesar do receio que estas acções desestabilizem uma das regiões mais estáveis do Iraque, os EUA comprometeram-se a apoiar o Exercito turco na perseguição aos rebeldes, fornecendo-lhe informação em tempo real sobre as movimentações do PKK.
Ontem, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que o atentado de domingo era “custo” resultante destas operações militares. Contudo, o PKK nega qualquer envolvimento no ataque, denunciando os “interesses obscuros” que levam Ancara a atribuir-lhe a acção.
O jornal turco “Vatan” noticia na sua edição de hoje, citando fontes policiais, que o homem que colocou as bombas na zona residencial chegou a Istambul vindo das zonas montanhosas de Qandil junto à fronteira iraquiana.



