Três casas e um armazém propriedade de famílias palestinianas, alegadamente construídas sem licença na zona de Jerusalém Oriental, foram hoje arrasadas pelas autoridades israelitas, ignorando a decisão informal de suspender estas demolições, contestadas pela comunidade internacional, que vigorava desde Novembro de 2009.
Uma das casas demolidas albergava uma família de sete, que só teve tempo para retirar os seus pertences para a rua antes das máquinas começarem a trabalhar. As autoridades municipais deram ordem para demolir os edifícios dizendo que a construção tinha avançado sem a obrigatória autorização dos serviços de planeamento da cidade. Basem Isawi, um empreiteiro de 48 anos que vivia numa dessas casas disse que não lhe restara outra alternativa que não a construção clandestina, uma vez que o município não lhe atribuía a licença
Na saída de uma reunião com o primeiro-ministro palestiniano Salam Fayyad em Bruxelas, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, lamentou o movimento dos “bulldozers”, que considerou um obstáculo para a paz. “Não posso deixar de expressar a minha profunda preocupação com estes novos desenvolvimentos em Jerusalém Oriental”, declarou.
Entretanto, um comité municipal de Jerusalém deu parecer favorável à construção de 32 novos apartamentos no colonato judaico de Pisgat Ze’ev, também em Jerusalém Oriental – lançando dúvidas sobre o cumprimento do acordo de suspensão da construção de novos colonatos, exigido pelo governo norte-americano ao governo israelita como indispensável para o recomeço das negociações de paz. As autoridades municipais estão a avaliar um outro plano para a construção de 48 novas unidades, que deverá ser aprovado na próxima semana.



