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Depois de tempestade Washi

Autoridades filipinas actualizam para 1453 o número de mortos nas inundações

27.12.2011 - 11:14 Por AFP, PÚBLICO

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Um homem recolhe madeira entre os destroços que deram à costa depois da passagem de Washi na cidade de Iligan Um homem recolhe madeira entre os destroços que deram à costa depois da passagem de Washi na cidade de Iligan (Erik De Castro/Reuters)
As inundações no Sul das Filipinas causadas em meados de Dezembro pela tempestade tropical Washi fizeram 1453 mortos, segundo um número actualizado nesta terça-feira pelos serviços da Protecção Civil daquele país.

Cerca de 200 corpos foram resgatados das águas ao largo da ilha de Mindanao, a grande ilha do Sul do arquipélago.

No entanto, o balanço ainda não é definitivo. O odor a corpos em decomposição, muito presente na região, deixa antever um aumento no número das vítimas, presas debaixo dos escombros e da lama, disse a responsável da Protecção Civil na região, Ana Caneda. “Ainda há muitas regiões que não foram investigadas mas onde se sente o odor a cadáveres. Não sabemos quantas pessoas foram levadas pelos deslizes de terras”, acrescentou a responsável à AFP, considerando que o número de mortos pode chegar aos 2000.

Washi passou pelo Sul das Filipinas entre 16 e 18 de Dezembro, provocando inundações devastadoras numa região pouco habitada. A tempestade atingiu especialmente as cidades e bairros construídos em bancos de areia, nas margens dos rios, da ilha de Mindanao. Na última terça-feira, o Presidente das Filipinas, Benigno Aquino, declarou estado de calamidade nacional.

De momento, mais de 55.000 pessoas continuam nos centros de acolhimento, muitos em escolas, segundo números das autoridades. Muitas deverão viver em tendas durante os próximos meses, à espera da reconstrução das suas casas.

O responsável pela Cruz Vermelha nas Filipinas, Richard Gordon, contou hoje à BBC que providenciar alojamento para as pessoas é um desafio. “Agora aquilo que elas [vítimas das inundações] precisam é de alojamento provisório”, disse Gordon, lembrando que a 3 de Janeiro começam as aulas e elas precisam de sair das escolas, sendo alojadas em tendas. “Precisamos de ter terrenos seguros, que não sejam ameaçados por sismos, inundações ou deslizamentos de terras”, acrescentou.


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