As explosões que abalaram ao início da noite a cidade de Jaipur, no noroeste da Índia, provocaram pelo menos 80 mortos e mais de 150 feridos, anunciou a administração local.
O responsável pelas forças de segurança do estado do Rajastão, de que Jaipur é a capital, revelou que “um suspeito foi detido e está agora a ser interrogado”, mas escusou-se a dizer sobre que grupos recaem as suspeitas das autoridades.
Ao todo, a polícia confirma sete explosões, separadas por escassos minutos, todas no centro histórico da cidade, que àquela hora estava repleto de transeuntes e comerciantes. As autoridades lançaram já um apelo à doação de sangue, para responder ao enorme afluxo de feridos aos hospitais da cidade.
Até ao momento, nenhum grupo reivindicou a autoria dos atentados, mas as suspeitas iniciais dirigem-se para os movimentos fundamentalistas islâmicos, sediados no Paquistão ou Bangladesh, e que teriam por objectivo minar as negociações de paz em curso entre Nova Deli e Islamabad ou fomentar a violência entre as comunidades islâmica e hindu do país.
As autoridades também não descartam a hipótese de os ataques terem sido perpetrados por grupos separatistas de Caxemira, o único estado indiano de maioria muçulmana nos Himalaias. Em Julho de 2006, um atentado semelhante atingiu a rede suburbana de caminhos de ferro de Bombaim, principal cidade financeira do país, causando a morte a 180 pessoas. Na altura, as autoridades responsabilizaram os grupos armados de Caxemira, denunciando a cobertura dada pelo vizinho Paquistão a estes movimentos.
O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, já condenou os atentados e pediu calma à população, garantindo que estão a ser tomadas medidas para evitar novos incidentes. As forças de segurança foram colocadas em alerta máximo na capital, Nova Deli, e em Bombaim.
Jaipur, conhecida como a “cidade rosa” dada a cor das suas antigas muralhas, é um dos principais pólos turísticos da Índia, atraindo anualmente milhares de estrangeiros.


