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Polícia convencida que os cinco ladrões não são neonazis

Auschwitz: sinal "Arbeit macht frei" já foi encontrado, cortado em três pedaços

21.12.2009 - 09:15 Por Dulce Furtado, com agências

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O letreiro encontrava-se às portas do campo de extermínio desde o início de 1940 O letreiro encontrava-se às portas do campo de extermínio desde o início de 1940 (Katarina Stoltz/Reuters)
O sinal em ferro forjado do campo de concentração nazi de Auschwitz "Arbeit macht frei" ("o trabalho liberta") foi encontrado esta madrugada, três dias após ter sido roubado por um grupo de cinco homens que foram também já detidos.

Todos são ex-condenados mas nenhum deles pertence a qualquer grupo neonazi, informou a polícia polaca esta manhã.

"Interpelámos no Norte da Polónia os cinco suspeitos, com idades entre os 20 e os 39 anos", informou o porta-voz da polícia de Cracóvia, Dariusz Nowak, precisando que a célebre inscrição – uma arcada com cinco metros de comprimento e 40 quilos de peso, feita por prisioneiros judeus de Auschwitz – fora cortada em três pedaços e encontrada numa casa particular. Os suspeitos encontram-se detidos e a ser interrogados.

"Nenhum deles pertence a grupos neonazis nem adere a tais ideias segundo as informações de que dispomos. São é ex-condenados, todos eles, alguns por roubo, outros por agressão", precisou por seu lado o comandante da polícia daquela região do sul da Polónia.

O letreiro encontrava-se às portas do campo de extermínio, onde se estima que foram mortas 1,1 milhão de pessoas, desde que ali foi erguido desde o início de 1940 por ordem do então comandante do campo, Rudolf Höss – o qual, segundo os historiadores, acreditava que o trabalho manual o ajudara na experiência de prisioneiro de guerra, durante o período da república de Weimar, que precedeu a ascensão dos nazis ao poder na Alemanha. Mas Auschwitz, no Sul da Polónia, nunca foi um campo de trabalhos forçados, destinando-se exclusivamente ao extermínio de judeus nas câmaras de gás.

O desaparecimento do sinal “Arbeit macht frei” causou uma forte vaga de condenação em todo o mundo e profunda emoção, sobretudo em Israel e nas comunidades da diáspora judaica. “É um enorme alívio. Estamos muito gratos à polícia, que fez um trabalho fantástico. Em tão pouco tempo encontraram a inscrição”, afirmou Pawel Sawicki, porta-voz do museu de Auschwitz, espaço histórico que ocupa quase metade dos cerca de dois quilómetros quadrados do campo.

“Este símbolo, um dos mais importantes do século passado, pode agora regressar ao seu lugar. E estamos ansioso para ver em que estado se encontra”, disse ainda, avançando que os “conservadores [do museu] o repararão para que seja instalado de novo o mais depressa possível”.

O museu de Auschwitz, que a 27 de Janeiro celebra o 65º aniversário da libertação do campo de exterminação nazi de Auschwitz-Birkenau – oferecera, a par de outras instituições, uma recompensa de 30 mil euros por informações que permitissem detectar o paradeiro do sinal e dos seus ladrões.

Poucas horas após o roubo da inscrição, que foi em parte desatarraxada e em parte arrancada dos portões na madrugada de sexta-feira, as autoridades do museu colocaram sobre os portões uma réplica do “Arbeit macht frei”, já antes usada quando o sinal original esteve a ser reparado.

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"Arbeit macht frei" cortado em três pedaços

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