Islamabad diz que suspeitos vão ser julgados segundo leis nacionais

Atentados de Bombaim: Paquistão não autoriza polícias britânicos a questionar suspeitos

15.12.2008 - 20:58 Por Agências

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Brown esteve em Islamabad e Nova Deli para tentar desanuviar as tensões entre os dois países Brown esteve em Islamabad e Nova Deli para tentar desanuviar as tensões entre os dois países (Mian Khursheed/Reuters)
O Governo paquistanês não vai autorizar investigadores estrangeiros a interrogar os suspeitos de envolvimento nos atentados de Bombaim, tal como tinha sido sugerido pelo primeiro-ministro britânico, Gordon Brown.

Brown esteve ontem em Nova Deli e Islamabad, numa visita surpresa destinada a reduzir o clima de tensão instalado entre os dois países vizinhos, após os atentados contra a capital económica indiana, no final do mês passado.

A Índia responsabiliza o grupo radical paquistanês, Lashkar-e-Taiba, pelo atentado que causou 172 mortos, incluindo nove dos dez atacantes, e exigiu que o Paquistão entregasse dezenas de suspeitos, mas Islamabad rejeitou a proposta, garantindo que irá julgá-los segundo a lei do país.

Durante uma audição, hoje, no Parlamento, o primeiro-ministro paquistanês revelou que Brown pediu autorização para que investigadores da polícia britânica questionassem os suspeitos detidos nos dois países, mas a resposta de Islamabad foi negativa. “Eu disse-lhe: este é o nosso país e aqui são as nossas leis devem ser aplicadas”, declarou Yusuf Raza Gilani.

O chefe de Governo adiantou que, se o Reino Unido tem em sua posse provas contra os detidos paquistaneses deve apresentá-las, “mas eles vão ser julgadas segundo as leis do Paquistão”.

Durante a breve passagem de Brown por Islamabad, um elemento da sua comitiva adiantou que seria pedida autorização para que agentes britânicos questionassem os suspeitos de envolvimento nos ataques, já que entre as vítimas se encontra um cidadão do Reino Unido. Mas tal como sucedera antes com a Índia, o Paquistão voltou a recusar qualquer cedência.

Dos dez autores materiais dos atentados, que visaram uma dezena de alvos, incluindo dois hotéis, um restaurante, um centro judaico e a principal estação ferroviária de Bombaim, apenas um sobreviveu, após três dias de confrontos com a polícia. Segundo Nova Deli, o sobrevivente terá confessado ser paquistanês e pertencer ao Lashkar-e-Taiba, grupo que luta pelo fim da presença indiana em Caxemira.

Pressionado a nível internacional, o Paquistão prendeu nas últimas semanas cerca de 40 militantes do Lashkar-e-Taiba, movimento ilegalizado em 2002, mas que continua activa, e de uma fundação caritativa considerada como o braço legal da organização.

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...

Parece-me que nada haveria de mal em deixar os investigadores ingleses ouvir os detidos, mas tb me ...

Anónimo

16.12.2008 12:02