A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, chegada há poucas horas ao Paquistão, condenou já o violento ataque com um carro armadilhado desta manhã em Peshawar. O último balanço das autoridades dá conta de 105 mortos.
“Hoje houve novo atentado cruel e brutal (....) mas o Paquistão não está sozinho na luta contra o terrorismo”, afirmou, em Islamabad, na conferência de imprensa de arranque dos três dias de visita que faz ao crucial aliado na luta contra o islamismo extremista. O homólogo paquistanês, Mhamoud Quereshi, avançou por seu lado que a vontade de combater o extremismo não é minada pelos atentados.
Clinton está pela primeira vez no país desde que assumiu a chefia da diplomacia dos Estados Unidos, com uma missão expressa de reforçar os laços de cooperação de Washington com Islamabad, tendo afirmado que pretende que seja virada a página “dos mal entendidos e dos erros de comunicação”.
A brutal explosão desta manhã, num movimentado mercado de Peshawar, no noroeste do Paquistão – país que enfrenta uma crescente vaga de atentados bombistas dos taliban – saldou-se na morte de mais de 80 pessoas, segundo o balanço mais recente das autoridades policiais. “São na maioria mulheres e crianças”, foi confirmado à agência noticiosa AFP pelos serviços hospitalares desta cidade na fronteira noroeste do Paquistão com o Afeganistão.
Pelo menos umas outras 200 pessoas ficaram feridas, muitas com muita gravidade. E o balanço de vítimas pode ainda agravar-se, de acordo com alerta emitido pelas equipas de socorro no local, onde muitas pessoas estão ainda sob os escombros dos edifícios.
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