Pelo menos 13 pessoas morreram (oito polícias e cinco civis), e dez ficaram feridas hoje no segundo atentado suicida cometido em menos de uma semana em Cabul, contra as forças de segurança afegãs e reivindicado pelos taliban.
“Entre os cinco civis mortos estão uma mãe e os seus dois filhos”, contou o ministro da Saúde, Sayed Mohammad Amin Fatemi.
A Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) da NATO e a presidência afegã condenaram, separadamente, este acto de “violência insensato” e “desumano”.
O ataque foi perpetrado às 07h00 (03h30 em Lisboa) quando um suicida se fez explodir junto de um autocarro de polícias num bairro de Cabul, precisou o chefe da polícia, o general Alishah Paktiawal.
Hoje um porta-voz taliban, Zabihullah Mojahed, revelou a identidade do último suicida, Adbullah, de 22 anos. De acordo com várias testemunhas, a sua aproximação ao autocarro levantou as suspeitas de um coronel que disparou para o neutralizar. Mas, mesmo ferido, o suicida conseguiu accionar a bomba.
Um habitante do bairro, Atiqullah, 28 anos, ouviu “uma terrível explosão”. “Foi um cenário terrível, inimaginável com sangue por todo o lado”, contou.
No sábado, um atentado semelhante ocorreu no centro da capital afegã, acabando por matar 30 pessoas, a maioria militares.
Os dois atentados foram reivindicados pelos taliban.
Um recente relatório da ONU denunciou mais de cem atentados suicida este ano.


