Um atentado à bomba sem precedentes no coração de Atenas, dentro do edifício do Ministério da Protecção Civil, com supervisão sobre as polícias do país, causou a morte ao chefe de segurança do ministro.
A vítima foi identificada como Georges Vassilakis, de 52 anos, tendo a bomba – escondida num pacote – explodido no seu gabinete, pelas 20h15 locais de quinta-feira (18h15 em Portugal), no sétimo andar do imponente edifício, onde se localiza também a sede da polícia grega. Era desde 1999 um muito próximo colaborador do ministro titular da Protecção, Michalis Chryssohoidis.
A não muitos metros de distância do local onde se deu a explosão fica o gabinete de Chryssohoidis, que se encontrava no edifício mas saiu ileso do atentado descrito pelo primeiro-ministro, Georges Papandréou, como um “acto terrorista”.
Não foi feita ainda qualquer reivindicação do ataque – cuja investigação foi entregue à brigada antiterrorismo do país –, com os media gregos a questionarem como é que a bomba passou os draconianos controlos de segurança à entrada do edifício do Ministério.
As autoridades gregas seguem em busca de pistas, tendo o porta-voz da polícia, Panayotis Vlachos, avaliado como “prematuro” considerar tratar-se de um acto extremista. “A investigação ainda agora começou”, sublinhou.


