Os sírios estão hoje a ser chamados a votar num referendo a uma nova Constituição, ao mesmo tempo que o regime de Bashar al-Assad acentua a repressão da revolta em numerosas cidades.
No bairro anti-regime de Baba Amr, em Homs, praça-forte da contestação, devastado já por três semanas de bombardeamentos, prosseguem os ataques que já mataram este domingo 31 pessoas, segundo o Observatório Sírio dos Direitos do Homem. No sábado foram mortas na cidade 94 pessoas, entre as quais 68 civis e 33 soldados do regime, indicou a mesma fonte.
A Cruz Vermelha Internacional retomou as negociações entre os dois campos para conseguir evacuar feridos.
A Constituição que 14 milhões de sírios foram chamados a votar mantém vastos poderes do chefe de Estado – em teoria cria a possibilidade de Assad permanecer no poder até 2028 – embora abra formalmente caminho para o “pluralismo político”, num país dominado há meio século pelo partido Baas. Os opositores do regime, que exigem a saída de Bashar al-Assad, apelaram ao boicote ao referendo.
A televisão oficial mostrou imagens de pessoas a votarem, que diz serem em “grande número”. Os Estados Unidos qualificaram o referendo de hoje como uma “brincadeira”.
Desde que, em Março do ano passado, começaram os protestos contra Assad, a repressão provocou a morte de mais de 7600 pessoas, segundo o observatório.



