Dois ataques na provincia de Helmand, um bastião taliban no Sul do Afeganistão, causaram nesta quarta-feira 16 mortos, entre eles um membro dos serviços de informações, quatro polícias e 11 civis, segundo a AFP.
“Um bombista suicida que seguia numa motorizada matou dez civis e dois polícias quando se fez explodir em frente a uma loja”, confirmou à agência francesa Mohd Ismail Hotak, membro das forças de segurança afegãs. O ataque ocorreu pelas 15h30 locais (11h00 em Lisboa) e causou também vinte feridos.
Mais tarde, pelas 17h00 locais, num outro distrito de Helmand, uma explosão causou a morte do director local dos serviços de informações, de dois guardas que garantiam a sua segurança e um civil. A explosão foi causada por uma mina activada à distância, adiantou à AFP Daoud Ahmani, porta-voz do governador de Helmand. Um outro guarda do director dos serviços de informações ficou ferido neste segundo ataque, que foi reivindicado pelos taliban.
“Estes ataques contra o povo afegão não têm qualquer efeito sobre o progresso das nossas operações com os parceiros afegãos. Não fazem mais do que isolar os taliban no processo de negociações para a paz”, defendeu em comunicado o general John Allen, comandante das forças internacionais no Afeganistão.
O regime taliban foi deposto em 2001 por uma operação militar liderada pelos Estados Unidos que deu início a uma guerra que já se prolonga há dez anos, mas que não impediu os rebeldes de recorrerem com frequência a bombas artesanais para perpetrar atentados que visam sobretudo o Governo afegão e os aliados da NATO.
Dois terços dos atentados ocorrem no Sul do país e atingem sobretudo as forças de segurança afegãs que deverão encarregar-se da segurança após a retirada dos militares da NATO prevista para o final de 2014.
A força internacional no Afeganistão integra ainda cerca de 130 mil efectivos. Em Janeiro os taliban acederam a estabelecer uma representação no Qatar para as negociações de paz mas isso não fez abrandar a violência no país.



