As forças de segurança afegãs passam hoje a pente fino todas as instalações do hotel de Cabul que, durante a noite, foi alvo de um ousado ataque suicida da rebelião taliban, do qual resultou a morte de 10 civis e polícias e em que a NATO foi chamada a intervir para pôr fim à resistência dos atacantes.
Helicópteros das forças internacionais abateram os últimos três rebeldes, de um grupo de seis a oito suspeitos, que ao fim de cinco horas de combate permaneciam barricados no topo do Hotel Intercontinental – destino frequente de cidadãos ocidentais na capital afegã. A polícia afegã descreveu que pelo menos três rebeldes se fizeram explodir em diferentes partes da unidade hoteleira e os demais mantiveram fogo cerrado contra as forças de segurança.
“Continuamos as buscas, quarto a quarto, para ver se encontramos mais vítimas ou qualquer ameaça que persista”, explicou o chefe da polícia de Cabul, Ayoub Salangi, já esta manhã, precisando que todos os atacantes já identificados, e que estavam armados com rockets e espingardas AK-47, foram mortos.
Fontes dos ministérios do Interior e da Defesa avançaram que este ataque tem a “assinatura” da Haqqani – grupo rebelde aliado aos taliban mas que opera autonomamente – e que o alvo foi “muito provavelmente” uma reunião de governadores provinciais que se realizava ontem no Intercontinental, um dos hotéis de Cabul sob mais forte e apertada rede de segurança.
Este ataque ocorreu também pouco antes da conferência, agendada para hoje, sobre a transferência de competências e responsabilidades de segurança no Afeganistão da missão da NATO para as forças de segurança do país.



