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Fundador da WikiLeaks diz temer a extradição para os EUA

Assange nega conhecer o soldado Manning

17.12.2010 - 20:35 Por Sofia Lorena

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Assange falou nos jardins da mansão de um apoiante que o recebeu Assange falou nos jardins da mansão de um apoiante que o recebeu (Paul Hackett/Reuters)
No primeiro dia fora da prisão, o editor da WikiLeaks apareceu aos jornalistas diante da casa de campo de Suffolk de onde não se pode afastar. Repetiu que os Estados Unidos lançaram contra si “uma investigação agressiva” e disse que o que mais o preocupa “é uma extradição” para Washington.

Antes, numa entrevista, negou conhecer o soldado Bradley Manning, principal suspeito da fuga de informação que permitiu à WikiLeaks ficar na posse dos 250 mil telegramas do Departamento de Estado e de centenas de milhares de documentos classificados sobre as guerras do Iraque e do Afeganistão.

O australiano vai voltar a tribunal em Janeiro, pois enfrenta um pedido de extradição para a Suécia por violência sexual — um processo que sempre disse tratar-se de um pretexto para o atacar. Mas afirmou ser “80 por cento provável” que as autoridades norte-americanas estejam a preparar-se para pedir também a sua extradição acusando-o de espionagem. A WikiLeaks enfrenta “o que aparenta ser uma investigação ilegal... algumas pessoas alegadamente ligadas a nós foram detidas, seguidas e viram os seus computadores confiscados”.

“Os apelos de políticos dos EUA, incluindo de senadores, pedindo a minha execução, o sequestro do meu staff e a execução do soldado Bradley Manning multiplicaram-se... Isso é muito, muito sério”, disse Assange.

O Departamento da Justiça dos EUA admite apenas que existe “um inquérito em curso sobre a WikiLeaks”.

Uma acusação difícil

A Lei Contra a Espionagem americana e os textos jurídicos que poderiam ser aplicados para acusar Assange nunca foram usados contra o responsável de uma publicação, conclui um relatório do Congresso redigido pelos serviços de investigação e terminado ontem. Segundo os advogados ouvidos, as leis sobre divulgação de informações confidenciais foram quase só aplicadas para acusar espiões ou pessoas que tivessem passado informações a espiões estrangeiros.

Na prática, diz o relatório, “as fugas de informação confidencial para a imprensa só raramente foram punidas enquanto crimes. Não estamos ao corrente de algum caso em que uma tenha sido acusado alguém que tenha difundido informações obtidas por vias não autorizadas graças a um funcionário do governo”.

O advogado que defendeu o "New York Times" no caso dos Pentagon Papers, documentos classificados sobre a guerra do Vietname que uma fonte fez chegar ao jornal, considera que “haverá certamente uma acusação se Assange tiver encorajado [Manning] a obter a informação e lhe tiver dado um mecanismo para o fazer”. Segundo Floyd Abrams, assim “já seria fácil ao Departamento da Justiça conseguir uma acusação de conspiração”.

Assange já descreveu Manning como um herói e a WikiLeaks ofereceu-se para o defender, mas ontem voltou a desmentir conhecê-lo. “Nunca ouvi o nome Bradley Manning até ser publicado na imprensa”, disse à televisão norte-americana ABC. “A tecnologia da WikiLeaks foi pensada para garantir que nunca conhecemos a identidade das pessoas que nos enviam material. É a única forma de assegurar que as fontes permanecem anónimas.”

Na prisão de base marítima de Quantico, na Virginia, Manning completou ontem 23 anos e recebeu visitas de apoiantes. David House, um investigador de informática de Boston, anunciou no Twitter que o ia visitar, como tem feito duas vezes por mês. Antes, disse ao "Guardian" que a saúde do jovem se tem deteriorado nas últimas semanas. “O isolamento prolongado está sem dúvida a custar caro ao seu intelecto e a impossibilidade de fazer exercício afectou o seu aspecto de uma forma que sugere fraqueza física”, descreveu.

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RE: Frank Einstein (post das 16:52)

Se o Frank mantém a expressão de "histéricos do Wikileaks" a quem acredita ...

Anónimo

18.12.2010 23:06

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