O primeiro-ministro israelita Ariel Sharon garantiu hoje à segunda estação de televisão privada do país que os eventuais atentados palestinianos “não impedirão” a retirada de Gaza, prevista para Agosto.
A operação “será realizada segundo o calendário fixado pelo Governo e aprovado pela Knesset (Parlamento)” porque, explicou Sharon, “não está ligada ao terrorismo”.
“Mas em caso de atentado, a reacção de Israel será muito dura. Dei ordens aos serviços de segurança para tomarem todas as medidas necessárias, sem limitação, para impedir os terroristas de agir”, salientou o primeiro-ministro.
A propósito do dirigente palestiniano Mahmoud Abbas, Sharon disse que ele “compreende o perigo que representa o terrorismo”. “Mas não toma medidas sérias contra o terrorismo. Ele não faz tudo o que poderia fazer (...). É preciso actuar”, acrescentou Sharon.
Estas declarações foram proferidas pouco depois do Exército israelita ter realizado uma série de raides aéreos e de incursões na Faixa de Gaza e na Cisjordânica, que custaram a vida a oito palestinianos. Estes raides foram lançados como represália por atentados palestinianos que provocaram a morte a uma mulher na quinta-feira.
Hoje, o dirigente palestiniano Mahmoud Abbas condenou os atentados da Faixa de Gaza contra alvos israelitas, considerando-os “actos ridículos”.


