• Até onde Portugal pode ir no Euro 2012?
  • Dead Combo e skates na passerelle
  • Primeira esplanada Time Out do mundo abre na Avenida da Liberdade

Declarações do Presidente iraniano condenadas pela comunidade internacional

Ariel Sharon defende que Irão deve ser expulso da ONU

27.10.2005 - 17:38 Por AFP, Reuters

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Sharon diz que o Irão representa um perigo não apenas para Israel mas para todo o Médio Oriente e mesmo para a Europa Sharon diz que o Irão representa um perigo não apenas para Israel mas para todo o Médio Oriente e mesmo para a Europa (Menahem Kahana/AP)
O primeiro-ministro israelita, Ariel Sharon, defendeu hoje que o Irão deve ser expulso das Nações Unidas, depois de o Presidente iraniano ter defendido que Israel deveria ser “apagado do mapa”. As declarações de Mahmoud Ahmadinejad foram condenadas pela generalidade da comunidade internacional, com excepção dos países do mundo árabe.

“Um Estado que pede a eliminação de outro povo não pode ser membro da ONU”, lê-se num comunicado emitido hoje pelo gabinete de Sharon. Na nota, o primeiro-ministro sublinha que se o Irão conseguir desenvolver armas nucleares – como tem sido acusado pelos EUA – irá representar “um perigo não apenas para Israel e para o Médio Oriente, mas também para a Europa”.

Igual preocupação foi manifestada pelo vice-primeiro-ministro israelita, Shimon Peres, sustentando que “esta é a primeira vez desde a criação da ONU que um dos seus membros apela directamente à destruição de outro membro”. Sustentando que as declarações de Ahmadinejad configuram um “crime contra a humanidade”, o dirigente trabalhista admitiu pedir à Assembleia-Geral da ONU que analise a expulsão do Irão.

Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Sylvan Shalom, revelou ter contactado vários homólogos, instando-os a convencer Teerão a “pôr fim às incitaçõe ao ódio contra Israel”.

Israel recebeu já a solidariedade de vários pontos do globo, com especial destaque para a Rússia, país que tem colaborado com Teerão no desenvolvimento do seu programa nuclear.

Para o chefe da diplomacia russa, as declarações do Presidente iraniano são um “argumento suplementar” para os países que defendem o envio do dossier nuclear iraniano para o Conselho de Segurança da ONU, com vista à eventual aplicação de sanções. Apesar de garantir que a sua política em relação a Teerão “não se alterou”, Serguei Lavrov considera “inaceitável” o apelo à destruição de Israel, sustentando que “tal retórica de propaganda é contra-indicada numa região tão explosiva como o Médio Oriente”.

Também a diplomacia francesa chamou o embaixador iraniano em Paris para lhe comunicar que a “existência de Israel não pode ser posta em causa”, sob qualquer pretexto.

Igual posição foi sustentada pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, que se mostrou “profundamente consternado” pelas afirmações de Ahmadinejad, enquanto os líderes da União Europeia, reunidos em Inglaterra para uma cimeira informal, sustentam que “os apelos à violência e à destruição de outro Estado, são impróprias de um Estado responsável”.

Em contraste, nenhum dirigente do mundo árabe fez qualquer comentário aos propósitos do seu homólogo iraniano, cujas declarações foram noticiadas em grande parte da imprensa da região. Apesar de não condenarem estas afirmações - o que poderia melindrar os sectores mais conservadores -, o silêncio dos países representa também uma demarcação da linha dura iraniana, afirmam os analistas, sublinhando que os regimes árabes só têm a ganhar com o isolamento internacional iraniano.

Estatísticas

  • 4 leitores
  • 0 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1237040

Comentário + votado

X

Mais em Mundo (6 de 10 artigos)

A Jihad Islâmica reivindicou o atentado de ontem em Hadera Israel captura dirigente da Jihad Islâmica durante incursão em Jenin