O Presidente de Cuba, Raúl Castro, concluiu na Argélia a sua primeira viagem fora da América Latina desde que há um ano sucedeu ao irmão, Fidel, no cargo. E tal como a deslocação a Angola, na mesma digressão em que também visitou a Rússia, esta viagem a Argel foi também de confirmação das relações de amizade e cooperação.
A visita durou três dias e foi descrita pelo visitante e o homólogo argelino, Abdelaziz Bouteflika, como de um reencontro de velhos amigos. A relação bilateral vem de muito antes da guerra de independência”, disse o líder cubano aos jornalistas depois de ser recebido pelo anfitrião no palácio de La Mouradia.
O roteiro de Castro foi mais simbólico do que outra coisa. Depois de se ter reunido, domingo, durante três horas com Bouteflika, depositou uma coroa de flores no Santuário dos Mártires, ou dos mortos da guerra contra a França, visitou o Museu dos Mujahedins, que antes tinham lutado contra o colonialismo francês, e pouco mais.
As declarações dos dois lados, de acordo com os media argelinos, trataram sobretudo sublinhar o bom estado das relações bilaterais. O Presidente argelino não falou directamente com os jornalistas mas foi citado num editorial do diário governamental El Moujahid como tendo dito que a Argélia e Cuba estiveram sempre juntas e na “primeira linha da luta pela liberdade, do direito dos povos à independência e onde os direitos do Terceiro Mundo devem ser defendidos”.
Os dois países mantêm uma estreita cooperação económica no seio de uma comissão mista, baseada em cinco acordos nos domínios da saúde, desporto, cultura e pesca, assinados em 2005. Mais de uma centena de médicos cubanos exercem na Argélia.
Partilham além disso os mesmos pontos de vista nas Nações Unidas, no Movimento dos Não-Alinhados, no diálogo Sul-Sul e na Organização Mundial de Comércio.
Desde que sucedeu ao irmão, em Fevereiro do ano passado, Raúl Castro saiu duas vezes do país, uma para a Venezuela e o Brasil, e esta última para a Rússia, Angola e Argélia.



