• O romantismo de cada ruína
  • O bacalhau já não precisa de ficar de molho
  • "O que há de novo no amor?": este filme é um milagre

Durante o regime comunista polaco

Arcebispo de Varsóvia demite-se por colaboração com polícia secreta

07.01.2007 - 10:15 Por PUBLICO.PT, AP

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Stanislaw Wielgus admite contactos com a secreta Stanislaw Wielgus admite contactos com a secreta (Pawel Kubicki/PAP/AP)
O novo arcebispo de Varsóvia, Polónia, demitiu-se hoje em pleno escândalo sobre a sua colaboração com a polícia secreta do regime comunista que terminou em 1989.

A Igreja Católica polaca confirmou hoje a renúncia de Stanislaw Wielgus, que era arcebispo desde sexta-feira e deveria hoje ser formalmente empossado. O breve comunicado da Igreja surgiu apenas 30 minutos antes da missa em que Stanislaw Wielgus deveria ser confirmado.

Stanislaw Wielgus admitiu ter cooperado com a polícia secreta comunista depois de uma comissão nomeada pela própria Igreja ter reconhecido que o religioso tinha colaborado com aquela força.

O arcebispo disse que teve contacto com agentes, mas negou ter dado informações sobre padres à polícia secreta política, argumentando que os documentos que sugeriam que fora um informador foram escritos apenas por "funcionários" comunistas.

A Polónia é a pátria do anterior Papa, João Paulo II, e é um país profundamente católico e grato à Igreja pelo seu papel durante a opressão do regime comunista, pelo que a revelação do arcebispo chocou a população.

Segundo a BBC online, dois terços dos polacos, indicam sondagens, defendiam a renúncia de Wielgus à luz da sua admissão de colaboração com a secreta.

O bispo que deveria abandonar o cargo para ser substituído por Wielgus, Jozef Glemp, vai assegurar o lugar a pedido do Papa Bento XVI.

Estatísticas

  • 18 leitores
  • 2 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1281727

Comentário + votado

E o Papa?

Embora bastante novo não colaborou com os nazis?

Anónimo

07.01.2007 14:57

X

Mais em Mundo (4 de 9 artigos)

Brown fala durante o silêncio de Blair na questão iraquiana Ministro Gordon Brown condena a "deplorável" execução de Saddam Hussein