Arca de Zoé: Presidente do Chade concede perdão aos seis franceses e ao cidadão chadiano 
31.03.2008 - 14:56 Por AFP
Os seis franceses envolvidos no mediático processo Arca de Zoé, no Chade, por tentarem levar para França 103 menores, bem como um cidadão chadiano, foram hoje perdoados pelo Presidente do país, Idriss Deby Itno, segundo dois decretos publicados hoje em N'Djamena.
"Foi acordado um perdão presidencial aos seis franceses da Arca de Zoé", de acordo com um primeiro decreto assinado pelo chefe de Estado.
Os seis franceses cumprem actualmente em França - para onde foram transferidos após o julgamento - uma pena de oito anos de prisão.
O segundo decreto presidencial tem a ver com o cidadão do Chade Mahamat Dagot, um intermediário de Tiné, vila fronteiriça com o Sudão, condenado a quatro anos de prisão por "cumplicidade na tentativa de rapto de crianças".
A última pessoa a ser condenada neste processo, Souleiman Ibrahim Adam, um sudanês que serviu de intermediário na região de Adré, não foi perdoado por Idriss Deby Itno, "porque ele não fez esse pedido", declarou à AFP o ministro chadiano da Justiça, Albert Pahimi Padacke.
Os seis membros da associação foram condenados no dia 26 de Dezembro no Chade, tendo depois sido transferidos para França.
As 103 crianças de origem sudanesa que a organização invocava serem órfãs de guerra - mas que se provou terem sido levadas das famílias sob a falsa promessa de serem levadas para estudar e que depois regressariam - já foram entregues às respectivas famílias. A associação afirmava que apenas queria um futuro melhor para as crianças em famílias europeias que se dispunham a recebê-las.

