A mulher do líder da oposição iraniana Mir-Hossein Mousavi apelou à “imediata e incondicional libertação” das dezenas de pessoas que permanecem detidas no Irão desde a contestada reeleição do Presidente Mahmoud Ahmadinejad – “em especial as mulheres”.
A declaração de Zahra Rahnavard foi publicada no site reformista Kaleme, na véspera do aniversário da crise de reféns na embaixada norte-americana em Teerão, data que habitualmente leva às ruas maciços protestos anti-Estados Unidos.
Tanto Mousavi como Mehdi Karoubi – outro candidato presidencial moderado derrotado nas eleições de Junho passado – têm vindo a instar os seus apoiantes a manifestarem-se amanhã, quando se assinala o 30º aniversário do assalto à missão diplomática norte-americana. Logo após a Revolução Islâmica, de 1979, um grupo de estudantes radicais iranianos mantiveram reféns 52 cidadãos dos Estados Unidos ao longo de 444 dias.
A par das muitas manifestações anti-Washington convocadas para junto da embaixada norte-americana na capital iraniana, alguns sites reformistas têm também apelado a congregações junto à embaixada da Rússia – supostamente como forma de protesto contra o reconhecimento feito por Moscovo da vitória de Ahmadinejad. Um desses sites avançava que Karoubi participará na manifestação.
O duro regime conservador iraniano alertou já que as forças de segurança bloquearão quaisquer manifestações “ilegais” e avisou a oposição – que considera o Governo de Ahmadinejad ilegítimo e fundado em resultados eleitorais fraudulentos – que não aproveitem as manifestações anti-América para levar à rua protestos contra as autoridades.


