Forças de Khadafi continuam a resistir

Anúncio de governo interino da Líbia adiado

18.09.2011 - 19:29 Por Maria João Guimarães

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Forças anti-Khadafi dirigem-se para Bani Walid Forças anti-Khadafi dirigem-se para Bani Walid (Zohra Bensemra/Reuters)
O govenro interino líbio, que deveria ter sido hoje anunciado, foi adiado "sine die", enquanto no terreno as forças pró-Khadafi continuam a resistir ao ataque dos combatentes em dois importantes bastiões.

As forças do Conselho Nacional de Transição (CNT) continuaram hoje o seu ataque aos grandes últimos bastiões do coronel, Sirte (a 360 quilómetros de Trípoli e a sua cidade natal), e Bani Walid (a 150 quilómetros), sem registar avanços.

Enquanto isso, prosseguiam as conversações para um governo interino que devia ter sido anunciado hoje. A meio da tarde de hoje, chegou a informação de que à falta de acordo, este executivo ficaria adiado, sem data para novo anúncio.

O governo “fica adiado sine die para prosseguir conversações”, disse o “número dois” do CNT; Mahmoud Jibril, em conferência de imprensa. “Há acordo sobre a atribuição de numerosas pastas. Outras estão ainda a ser discutidas, mas esperamos concluir estas discussões o mais cedo possível.”

A agência francesa AFP tinha antes antecipado que o governo deveria ter 34 ministros e ser chefiado por Jibril. Duas das pastas seriam ocupadas por mulheres.

Ataque caótico
Em Bani Walid, a Reuters fala de um “ataque caótico”, com divisões entre os combatentes do CNT: as forças locais culpam os que vieram de fora de serem desorganizados e de não se quererem coordenar; os de fora acham que os locais estão a passar informações a lealistas.

Em Sirte, os combatentes anti-Khadafi eram atingidos com armas pesadas, dizia um comandante militar à agência noticiosa francesa AFP. “O problema é que há crianças e civis [dentro da cidade] e nós não os queremos atingir com rockets ou artilharia pesada”, explicava Walid al-Fetouri. “Mas por outro lado, eles disparam contra nós com metralhadoras pesadas e artilharia”.

O CNT precisa de conquistar estas duas zonas antes de poder declarar a Líbia “libertada” e começar a trabalhar na Constituição e eleições - prevendo oito meses para eleger uma Assembleia Constituinte e mais um ano até às eleições gerais.




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