O antigo Presidente de Taiwan, Chen Shui-bian, abandonou o cargo em Maio e foi detido hoje no âmbito de uma investigação a alegados actos de corrupção, segundo fontes oficiais.
“Chen foi detido e pedimos uma autorização ao Tribunal de Taipé para o colocar em prisão”, disse fonte judicial.
Em Maio foi aberta uma investigação contra Chen para apurar alegados actos de corrupção. Mas o político denuncia que está a ser alvo de “perseguição política” pela nova admistração, acusando o partido no poder, o Kuomintang (KMT), de o perseguir, sob pressão de Pequim, como retaliação à campanha do seu antigo partido (o Partido Democrata Progressista, DPP, independentista) contra a recente visita de um representante chinês.
Chen, no final de um interrogatório que durou seis horas, saiu de mãos algemadas no ar e gritou "perseguição política", antes de entrar para o veículo que o esperava. O antigo Presidente diz que está a ser acusado para apaziguar a China.
Na semana passada manifestantes saíram às ruas de Taiwan em protesto contra a visita do enviado chinês e confrontos com a polícia fizeram mais de 60 feridos.
O Presidente Chen, eleito em 2000 e depois reeleito em 2004, saiu da cena política enfraquecido por vários escândalos de corrupção. Em 2006 foi apontado como suspeito de ter desviado cerca de 345 mil euros de fundos públicos. Chen admitiu ter utilizado falsos recibos para obter dinheiros públicos mas alegou que esses se destinavam a “missões diplomáticas secretas” e não para o seu enriquecimento pessoal.



