Um antigo guarda de um campo de concentração nazi, Josias Kumpf, de 83 anos, que admitiu ter participado no massacre de 8000 judeus no campo de Trawniki, na Polónia, em 1943, foi hoje libertado na Áustria pouco depois de ter sido deportado dos Estados Unido
O ministério austríaco da Justiça anunciou que Kumpf não pode ser acusado na Áustria, uma vez que expiraram no país as leis que permitiam julgar este tipo de crimes, disseà Reuters Katharina Swoboda, porta-voz do ministério.
“Informámos sempre os Estados Unidos que ele não podia ser processado aqui pelos crimes de que é acusado”, adiantou.
Kumpf fora extraditado na véspera dos EUA, país onde vivia desde 1956.
A decisão prende-se com o facto de Josias Kumpf ter menos de 20 anos no momento dos factos imputados e nunca ter tido cidadania austríaca. Além da circunstância de os crimes terem sido cometidos fora da Áustria.
Kumpf nasceu na parte da ex-Jugoslávia que é hoje a Sérvia e integrou as SS quando assumiu o posto de guarda no campo de concentração de Sachsenhausen, na Alemanha. Já em Trawniki terá ajudado no massacre de 8000 judeus, incluindo 400 crianças.


