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Perito em questões da Al-Qaeda foi ouvido no Senado

Antigo agente do FBI denuncia ineficácia das técnicas de interrogatório agressivas

13.05.2009 - 21:33 Por Agências

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Aumentam as pressões para que sejam acusados os responsáveis da anterior Administração que autorizaram aquelas técnicas Aumentam as pressões para que sejam acusados os responsáveis da anterior Administração que autorizaram aquelas técnicas (Mark Wilson/Reuters)
As técnicas de interrogatório agressivas usadas nos interrogatórios aos suspeitos de terrorismo, como o "waterboarding", deram origem a informações pouco fiáveis. A revelação é de um antigo agente do FBI ouvido hoje no Senado, nas primeiras audições desde a divulgação dos memorandos do Departamento de Justiça que autorizaram estas práticas.

“Estas técnicas são ineficazes, lentas e pouco fiáveis e prejudicaram os nossos esforços para derrotar a Al-Qaeda”, declarou Ali Soufan, explicando aos senadores que ele conseguiu informações mais valiosas sem nunca ter usado estes métodos agressivos, que as organizações de defesa dos direitos humanos dizem equivaler a tortura.

Soufan, um dos poucos agentes federais que se pronunciou publicamente contra estas técnicas de interrogatório, explicou aos congressistas que não podia manter-se “calado enquanto a segurança dos Estados Unidos era posta em causa e os seus princípios morais eram abalados”.

Nascido no Líbano, Soufan era um dos poucos falantes de árabe do FBI antes dos atentados do 11 de Setembro,sendo considerado um dos principais peritos da polícia federal em assuntos relacionados com a Al-Qaeda.

As audições no Senado ocorrem numa altura em que aumenta a pressão sobre o Presidente Barack Obama para que investigue e abra processos criminais contra os responsáveis da anterior Administração que ordenaram ou criaram o enquadramento legal para as técnicas de interrogatório agressivas.

Ouvido pelo mesmo painel, Philip Zelikow, um antigo conselheiro do Departamento de Estado, contou aos senadores como foi ignorado um parecer em que ele dizia que tais práticas punham em causa as leis que proíbem a tortura. Zelikow, que chegou a ser colaborador directo da ex-secretária de Estado, Condoleezza Rice, disse ter sabido mais tarde que o documento foi mandado retirar às pessoas a quem tinha sido distribuído e posteriormente destruído.

“O Governo americano adoptou um programa inédito de desumanização e tormentos físicos friamente calculado para extrair informações. Isto foi um erro e poderá ter sido desastroso”.

Sabe-se hoje que a prática de "waterboarding", em que o detido é deitado num plano inclinado e as suas vias respiratórias enchidas de água (para simular o afogamento), foi usado centenas de vezes e dois dos principais suspeitos sob custódia dos EUA foram sujeitos dezenas de vezes a este procedimento.

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jogos RPG pirata

site do jogo (...) ele é cheio de hakre

daniel soares machado

10.09.2009 01:18

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