Processo judicial termina no princípio de Março

Angolagate: Ministério Público francês pede seis anos de prisão efectiva para Falcone e Gaydamak

12.02.2009 - 09:22 Por PÚBLICO

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O ex-ministro do Interior francês, Charles Pasqua, à chegada a uma das audiências do julgamento O ex-ministro do Interior francês, Charles Pasqua, à chegada a uma das audiências do julgamento (Benoit Tessier)
O procurador do Ministério Público Romain Victor pediu ontem à noite seis anos de prisão efectiva para os negociantes de armas, o israelita Arkadi Gaydamak e o franco-brasileiro Pierre Falcone, acusados no processo do Angolagate, de venda de armas para Angola em plena guerra civil nos anos 1990.

Também foram pedidos um ano de prisão para Jean-Christophe Mitterrand, filho do antigo Presidente francês e ex-responsável da célula das relações com África do Ministério dos Negócios Estrangeiros em Paris, e três anos de pena suspensa para o antigo ministro do Interior Charles Pasqua, num caso que envolve 42 arguidos, muitos deles responsáveis franceses.

Responsáveis angolanos, incluindo o Presidente, José Eduardo dos Santos, são citados no processo como tendo recebido subornos, mas nenhum está a ser julgado.

Falcone e Gaydamak são acusados de terem intermediado negócios de venda de armas no valor total de 790 milhões de dólares, entre 1993 e 1998, no âmbito dos quais terão recebido e pago subornos. As vendas foram negociadas a partir da França, embora as armas não tenham transitado por território francês.

As transacções efectuaram-se sem as autorizações formais do Estado francês que é, no entanto, acusado pelo procurador Romain Victor de ter fechado os olhos a um tráfico de armas para Angola por interesses "económicos" e "estratégicos".

Os arguidos defendem-se de qualquer ilegalidade na venda do material militar, dizendo que este não passou pela França e que o negócio foi intermediado pela sociedade eslovaca ZTS Osos, não carecendo, no seu entender, de autorização francesa.

O julgamento, que decorre num tribunal de Paris desde Outubro, deve terminar a 4 Março.

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Comentário + votado

Aqui nesta aldeia, nenhum político vai preso.

Azar deles serem franceses. Políticos em Portugal, não vão presos! Têm a chamada "imunidade ...

helena costa

12.02.2009 16:09

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