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Reclama marcação das eleições legislativas

Angola: UNITA exige ao Governo "compromisso solene e definitivo com a democracia"

23.12.2005 - 14:02 Por Lusa

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A UNITA lamenta que a data para a realização das primeiras eleições pós-guerra seja ainda uma incerteza A UNITA lamenta que a data para a realização das primeiras eleições pós-guerra seja ainda uma incerteza (Miguel Souto/Lusa)
Os representantes da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) no estrangeiro exigiram ao Governo angolano um "compromisso solene e definitivo com a democracia", através da marcação de uma data para as eleições legislativas e da despartidarização do Estado.

Em comunicado, os representantes UNITA em Lisboa, Londres, Madrid, Paris, Montreal, Genebra, Kinshasa e Washington reconhecem alguns desenvolvimentos positivos "aqui e acolá", mas destacam que o "Estado continua partidarizado e submisso à vontade da direcção do MPLA [Movimento Popular de Libertação de Angola, no poder]".

Os responsáveis da UNITA dão como exemplo o processo de registo civil - "em várias regiões do país registaram-se apenas aqueles que possuíam cartão do MPLA" - e o facto de a imprensa estatal continuar "arregimentada pelo partido no poder".

O maior partido da oposição em Angola considera ainda que "a transparência das contas públicas é uma miragem" e argumenta com recentes declarações do embaixador de Angola em Brasília, Alberto Correia Neto, segundo as quais "boa parte do dinheiro angolano não passava pelo sistema financeiro do país".

A UNITA lamenta ainda que a data para a realização das primeiras eleições pós-guerra - as segundas desde a independência do país -, prevista para Setembro do próximo ano, seja ainda "uma incerteza".

Os representantes da UNITA no exterior acusam o MPLA de "esvaziar" a recém criada Comissão Nacional Eleitoral, "transferindo as suas competências para a Comissão Interministerial para as Eleições, tutelada pelo Ministério da Administração do Território".

Segundo o comunicado, assinado pelo secretário-adjunto das Relações Exteriores da UNITA, Jardo Muekalia, este é já um indicador de "intenção de fraude" e que "põe em questão a credibilidade de todo o processo".

"Sem eleições transparentes e inclusivas ninguém terá a legitimidade de governar o país", refere o documento.

A UNITA apela ao Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, para que "assuma as suas responsabilidades" e anuncie "sem mais demoras" a data das eleições e à comunidade internacional para que "apoie sem reservas a plena democratização do país, única garantia da estabilidade política interna e regional".

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Infelizmente

A Unita entrou infelizmente no processo da "fenelização", ou seja, a perca de influência junto da ...

Anónimo

23.12.2005 18:23

X

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